quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ações são-bentenses em prol do Meio Ambiente são referência

13/04/2011

Ações são-bentenses em prol do Meio Ambiente são referência


O município de Rio Negrinho atualmente capta sua água no rio do mesmo nome, cuja nascente está situada em São Bento do Sul. Como forma de garantir a qualidade da água, em junho de 2009 foi realizado naquele município uma audiência pública, tendo por proponente o vereador Joaquim Denilson da Cruz. Nesta terça-feira, dia 12, ele esteve em São Bento do Sul para acompanhar de perto os trabalhos realizados no município em atenção ao meio ambiente.

Em São Bento do Sul o vereador foi acompanhado pelo diretor do Departamento de Meio Ambiente, Marcelo Hübel, o diretor presidente da Emhab José Henelito Weiss e o diretor presidente do Samae, Geraldo Weihermann.

Durante a visita o vereador foi convidado para conhecer as diversas atividades de influência na bacia do Rio Banhados que demonstram uma proporção evolutiva de responsabilidade socioambiental. Inicialmente foi relatado pelo diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel um resumo da visita com comentários sucintos dos programas PIA (Programa Intermunicipal da Água); S.O.S Rio Limpo e São Bento Sempre Limpa que ocorreram no Bairro, também foi feita a descrição das etapas da visita em campo.

Na sequência o Presidente do SAMAE Geraldo Weihermann apresentou a estação de tratamento em Serra Alta, em faze final de testes e que deve atender até 1000 residências, tendo um contingente menor no início de funcionamento, mas com uma rede coletora de 8.200m com um investimento de R$ 3.768,26. Na ocasião foram evidenciadas todas as etapas do processo de purificação da água, que retorna para o rio numa qualidade melhor que do próprio rio com menos de 95% de carga orgânica.

A próxima etapa da visita foi na Vila Schwarz, local de maior concentração populacional, nas margens do Rio Banhados. O Presidente do EMHAB José Henelito Weiss coordenou esta etapa da visita mostrando a adequação do local, a identificação das casas que serão retiradas, e o cronograma sequencial das atividades demonstrando alguns avanços como as 16 casas demolidas além das perspectivas das casas reformadas e outras que serão demolidas por estarem em área de risco, complementando com a apresentação do projeto de recuperação da área degradada que será feita com o aproveitamento da doação de mudas do Ministério Público e de produção própria do SAMAE. No total será feita a readequação de 98 casas e 120 famílias. Ainda foi explanado a proposta de urbanização latifundiária de Serra Alta. Na saída da Vila Schwarz foi feito o reconhecimento das casas do loteamento Prímio.

Na continuidade da visita o Diretor de Meio Ambiente mostrou uma das placas de sensibilização na Estrada Saraiva, que apresenta o texto: “Cabeceiras do Rio Banhados – Preservar a Água Aqui é Garantir a Sustentabilidade Para Todos” com imagens de identificação de mapeamento do local com fotos do rio em fundo, desenvolvido com apoio do Consórcio Intermunicipal Quiriri. Na última etapa de campo foi visitado as futuras instalações do viveiro de mudas, na Avenida dos Imigrantes, obra que deve iniciar nos próximos dias com estrutura moderna em construção civil, estufa de plástico, estufa de sombrite e área de rustificação, todos cobertos por sistema de irrigação por aspersores, local destinado para a produção de mudas que irão recuperar a área degradada do Rio Banhados. “Percebemos a empolgação do vereador em constatar de perto o empenho dedicado na melhoria ambiental e na qualidade de vida das pessoas. Motivando a continuidade dos trabalhos” Marcelo Hübel Diretor de Meio Ambiente.

O encontro teve uma reunião de encerramento no gabinete do Prefeito Magno Bollmann, que relatou a importância da preocupação de Rio Negrinho e a necessidade de trabalhar de forma integrada, e citou os quatro pilares de prioridades, conforme defendido pelo Consórcio Intermunicipal Quiriri: A bacia hidrográfica como unidade de planejamento ambiental participativo; suprapartidarismo político e a inexistência de limites geográficos e a necessidade das ações participativas: sociedade civil mais instituições públicas. Reforçando ainda a ciclo da metodologia do consórcio nas sete proposições: I promoções; II identificação; III propostas; IV projetos; V execução; VI avaliação: VII sustentação, onde a divulgação é de fundamental importância para manutenção e fortalecimento da continuidade dos trabalhos.

Na definição do vereador Denilson da Cruz, o objetivo da primeira audiência pública, foi atendido e superou a expectativa, tornando São Bento uma referência de exemplo para outras cidades adotarem ações semelhantes de compromisso na preservação do meio ambiente e seus recursos naturais. “Vi todas as iniciativas tomadas em São Bento do Sul, e fomos além das expectativas”, disse o vereador, que completou “São Bento do Sul está fazendo o que deveria ser feito, agora é a vez de fazermos a nossa parte em Rio Negrinho”.

Uma outra audiência pública deverá acontecer no mês de junho na cidade de Rio Negrinho. Na ocasião novamente o prefeito Magno Bollmann deverá subir na tribuna para apresentar um relatório dos trabalhos feitos em São Bento do Sul. Toda a comunidade estará convidada a participar desta “prestação de contas” por parte do governo de São Bento do Sul.








Prefeitura de São Bento do Sul – Alessandro Machado–MTB/SC 02992-JD
47 3631-6132 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moradores das margens do rio Vermelho já podem se cadastrar no PSA

8/04/2011

Moradores das margens do rio Vermelho já podem se cadastrar no PSA


Inicia na próxima segunda-feira, dia 11, as inscrições dos proprietários de terrenos às margens do rio Vermelho/Humbold interessados em participar do projeto do PSA (Pagamento por Serviços Ambientais). O programa tem o objetivo de incentivar a preservação da área equivalente às margens do rio de onde é captada a água que abastece o município. Sob este aspecto, num primeiro momento, serão beneficiados proprietários de terras das margens do rio Vermelho do ponto de captação de água até a divisa com Campo Alegre.
Segundo o diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel o primeiro pagamento aos proprietários que aderirem ao projeto está previsto para o mês de junho. “A inscrição é o ato formal e necessário para receber o pagamento, todos os proprietários interessados em participar devem efetuá-la junto ao Samae a partir da próxima semana”, reforça. Marcelo lembra que não é obrigação do proprietário fazer parte do PSA, mas a iniciativa vai favorecer também as gerações futuras. “É uma ação voluntária, mas acredito que com o tempo todos vão acabar aderindo pois a preservação das margens do rio trazem muitos benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a comunidade e gerações futuras”, destaca.
Para efetuar a inscrição o proprietário deve ir até a central de atendimento do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água Esgoto) localizada a rua Marechal Floriano, 214. Na ocasião deve apresentar CPF, Identidade, a escritura do terreno e responder um questionário com informações básicas da área declarada. Na sequência é realizada a vistoria em campo onde dezoito itens serão analisados para enfim chegar ao valor que será pago ao dono da propriedade. O pagamento será anual e continuo. Mais informações no telefone 3626-3273 (Meio Ambiente) ou 3634-1082 (Samae).
Valor PSA
O proprietário de terras das margens do rio Vermelho do ponto de captação de água do município até a divisa com Campo Alegre receberá o valor mínimo de 125 UFM, equivalendo hoje a R$ 336,23, independente do tamanho da propriedade, mas a valoração apresenta o mínimo de 122,5 UFM por hectare de APP R$ 329,51, tendo reajuste anual pelo IGPM “O valor mínimo existe porque alguns itens da valoração não constam nas propriedades menores, como averbação da reserva legal, por ser área urbana, ou não ter característica de agricultura familiar entre outros, deixando parte da pontuação sem significado para pequenos proprietários de terras”, explica Hübel.
Para quem fazer o cadastro e assinar contrato com o Samae receberá pelo cálculo de pontuação de ações ambientais. Na valoração ambiental são analisados dezoito itens, dentre eles serão observadas as áreas de recuperação da APP ou conservação da mata ciliar; se é produtor rural; apresenta obras de benfeitoria em APP; animais domésticos visitam a APP para beber água; promove o turismo ecológico, entre outros.




Prefeitura de São Bento do Sul – Luciane Nagorski–MTB/SC 3902-JP
47 3631-6114 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Departamento de Meio Ambiente entrega viveiro de mudas

04/04/2011

Departamento de Meio Ambiente entrega viveiro de mudas



Após a captação de recurso, num esforço do pefeito Magno Bollmann e seguindo com a efetivação do processo de licitação o viveiro de mudas será implantado nos próximos dias devendo ser concluído até o mês de junho. A empresa vencedora da licitação é a Irriga, de Mafra, com o valor do viveiro em R$ 106.385,00. O projeto foi desenvolvido pelo Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de São Bento do Sul, que também acompanhou o processo até o término da licitação, mas passa para o Samae a ação de implantar a estrutura física no Parque Florestal na Avenida dos Imigrantes.

“Procuramos pelo que existe de mais moderno e inovador para a construção do viveiro na produção eficiente de mudas nativas e exóticas”, explica Marcelo Hübel, Diretor de Meio Ambiente. O projeto consta com infraestrutura moderna com casa de vegetação em arcos, conhecido como estufa, e apresenta 134,4m² com sistema de irrigação por microaspersores, destinado para germinação e cuidados com as espécies mais exigentes ao controle de temperatura e umidade, também fornecendo condições apropriadas para proteção do inverno, mesmo com geadas severas.

Outra estrutura também conhecida popularmente como estufa, e em forma de trapézio apresenta uma área de cobertura de 268,8m², sendo destinada para a proteção das mudas jovens dos raios solares, por cobertura de sombrite 50%, esta estrutura também é suprida pelo sistema de irrigação por aspersor. Após a passagem pelo sombrite as mudas são rustificadas a pleno sol, irrigadas por miniaspersores fixos no solo. “Constantemente compramos mudas para distribuição, recuperação de área degradada ou plantio urbano, precisávamos de um viveiro para produzir em quantidade e com qualidade”, conta Marcelo.

Todo terreno onde será implantado o viveiro será coberto por material rochoso e com inclinação igual ou superior a 3% para drenagem. Entre as principais instalações ainda constam: Construção de alvenaria semi-aberto para trabalho em dias chuvosos; contenção da água para irrigação; ala para depósito de insumos; almoxarifado para ferramentas; escritório e banheiro. Em uma construção total de 36m².

Serão utilizados recipientes para produção de mudas em tubetes de plástico cônico em dois tamanhos, para utilização conforme a espécie desejada e tempo de disposição no viveiro, com adequado rajamento interno para percolar a água e garantia de boa formação do sistema radicular. Bandeja de plástico perfurada apropriada para recebimento dos tubetes. O substrato utilizado será de um composto de carga orgânica, de procedência conhecida, feito com casca de Eucalyptus spp e Pinus spp, cinza de caldeira de biomassa e vermiculita. O espaço ainda contempla o uso de sacos plásticos ou vasos conforme a necessidade. No viveiro é possível produzir até 200.000 mudas com capacidade de espaço para mais 50.000 mudas.



Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP

terça-feira, 29 de março de 2011

Encontro marca lançamento oficial do Pagamento por Serviços Ambientais

29/03/2011

Encontro marca lançamento oficial do Pagamento por Serviços Ambientais


No último sábado, dia 26, aconteceu o lançamento oficial do PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) criado pela Lei número 2.677, de 24 de novembro de 2.010, que diz respeito ao programa “Produtor de Água do Rio Vermelho” o qual atribui pagamento por pontuação de valoração ambiental para aqueles que protegem a água que abastece o município.
O lançamento aconteceu no Recanto Noti, no Rio Vermelho Povoado e contou com a presença do Prefeito Magno Bollmann, do secretário de Agricultura Edimar Salomon, do presidente do Samae Geraldo Weihermann, diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel, representantes de instituições apoiadoras, Consórcio Quiriri, Epagri, Comfloresta, Astran e cerca de vinte famílias envolvidas no projeto. Os moradores conheceram as etapas do programa e tiraram algumas dúvidas referente ao cadastramento e procedimentos para participação e preservação da área em questão.
O Prefeito ressaltou sobre a responsabilidade que os moradores próximos às encostas dos rios têm com a preservação, em especial aos proprietários dos limites com o Rio Vermelho de onde é captada a água que abastece o município. “A preservação, por parte dos proprietários dos limites do rio e nascentes garante o abastecimento público de qualidade e quantidade para mais de 75.000 habitantes”, frisa.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2.010 com experiências trazidas da Alemanha e outros países que já disponibilizam o pagamento para aqueles que fazem o trabalho de preservação. Em visita aquele país, o Prefeito e o presidente do Samae conheceram o programa e viram ser possível tornar realidade também em São Bento do Sul. “Foram várias reuniões e pesquisas para se chegar num valor justo e que incentive a benfeitoria visando a preservação do rio”, comentou Geraldo salientando que o pagamento aos moradores será feito através da autarquia sendo contínuo e estabelecido por Lei.
Segundo Edimar Salomon, São Bento do Sul é o primeiro município de Santa Catarina que faz valer a Lei de incentivo a preservação através do PSA. “Isso é motivo de orgulho, e com o objetivo de ajudar o agricultor também estaremos auxiliando na preservação do meio ambiente, e assim cada um fazendo a sua parte conseguiremos atingir melhores resultados”.
Morador há 66 anos da localidade de Rio Vermelho, Felipe Sanoski acredita que o projeto é uma aposta no futuro e vai beneficiar as próximas gerações. “Temos que pensar nos nossos filhos, netos e nas próximas gerações, por isso temos que preservar a água e o meio ambiente”, ressalta. Na oportunidade os moradores foram informados como deverão proceder para se inscrever e passar a receber o PSA. O primeiro pagamento está previsto para junho deste ano.
Projeto
No projeto são expostos os fundamentos teóricos, demonstração e aplicação do PSA em outras partes do Brasil e mundo, com citações de pesquisadores da área. De acordo com Marcelo Hübel, redator do projeto, são apresentados pelo menos nove experiências de valoração de serviços ambientais. Na metodologia das atividades desenvolvidas constam a importância da preservação dos recursos naturais e suas inter relações. A área de abrangência apresenta a localização e mapeamento por propriedade e detalha a forma de recuperação da área degradada, com licença da FATMA. “Devemos considerar que o PSA está na APA Rio Vermelho/Humbold, desmonstrando a importância das premissas da sustentabilidade. O proprietário vai receber pela área em recuperação e pela área que está conservada nas margens do Rio Vermelho”, completa Marcelo.
Valor PSA
O valor do PSA surgiu a convergência do levantamento de outros programas e pela interpretação da condição de vegetação em porcentagem e as áreas de cultivo, considerando o lucro do milho por hectare de produção. No discernimento de lei são apresentadas as disposições gerais, aplicação socioambiental, adequação de registro e cadastro, criação do PSA, valoração ambiental e o comitê gestor.
O proprietário de terras das margens do Rio Vermelho do ponto de captação de água do município até a divisa com Campo Alegre receberá o valor mínimo de 125 UFM, equivalendo hoje a R$ 336,23, independente do tamanho da propriedade, mas a valoração apresenta o mínimo de 122,5 UFM por hectare de APP R$ 329,51, tendo reajuste anual pelo IGPM “O valor mínimo existe porque alguns itens da valoração não constam nas propriedades menores, como averbação da reserva legal, por ser área urbana, ou não ter característica de agricultura familiar entre outros, deixando parte da pontuação sem significado para pequenos proprietários de terras”, explica Hübel.
Pontuação
O proprietário que fazer seu cadastro e assinar contrato com o Samae receberá pelo cálculo de pontuação de ações ambientais. Na valoração ambiental são analisados:
Recuperação da APP ou conservação da mata ciliar;
se é produtor rural;
apresenta obras de benfeitoria em APP;
animais domésticos visitam a APP para beber água;
promove o turismo ecológico;
faz adensamento de APP em floresta secundária;
possui áreas de preservação permanente, além do Rio Vermelho em bom estado de conservação;
possui a reserva legal formada por vegetação nativa em com estado de conservação;
áreas de vegetação nativa estão conectadas a área de vegetação nativa de algum vizinho;
a reserva legal da propriedade está conectada com a APP;
faz agricultura orgânica e não utiliza defensivos em qualquer prática agropecuária;
apresenta nascentes da propriedade com mata ciliar;
possui sistema de tratamento de esgoto distante mais de 100m do curso dágua mais próximo, fossa e filtro ou zona de raízes;
existem técnicas eficazes de controle de erosão ou sedimentação;
ocorre fertilização na prática da agricultura que pode causar a eutrofização; apresenta área de APP superior a 30m do rio e 50m da nascente;
apresenta uma ou mais espécies invasoras, sem controle, na propriedade;
apresenta área de preservação além da APP e RL.
Inscrições
Já determinada a extensão que o projeto do PSA abordará, agora será a vez dos moradores fazerem as inscrições para participarem oficialmente do programa. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 11 de abril diretamente no Samae. Na ocasião devem apresentar a documentação da propriedade e do proprietário. Maiores informações no telefone 3626-3273 (Meio Ambiente) ou 3634-1082 (Samae).





Prefeitura de São Bento do Sul – Luciane Nagorski–MTB/SC 3902-JP
47 3631-6114 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

terça-feira, 22 de março de 2011

Comunidade participa de oficinas da APA

22/03/2011

Comunidade participa de oficinas da APA


As oficinas participativas da APA (Área de Preservação Ambiental) Rio Vermelho/Humbold, foram feitas em três locais distintos, Rio Vermelho Estação, Rio Mandioca e Rio Natal. O propósito foi passar algumas informações sobre a unidade e organizar a comunidade para o desenho da matriz de analise com a sistematização dos fatores, que constituem hipóteses de danos e ganhos, orientando a reflexão com planejamento de premissas defensivas ou de recuperação e de premissas ofensivas ou de avanços.

Segundo o diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel a metodologia apresentada é perfeita, onde é possível envolver todos presentes e atender o interesse de diferentes setores. Foram formados grupos de trabalho onde eram discutidos e apresentados os pontos fracos, fortes, ameaças e oportunidades da APA, sendo anotados em recortes de cartolina. Na junção das contribuições apareciam as leituras dos grupos que revertiam em propostas para programas.

Como pontos fracos foram definidos a topografia acidentada, solo instável, corte de árvores, presença do maruim, comunicação, falta da industrialização da banana, posse irregular de terras, plantação de pinus em áreas contínuas, agressão ao rio pelo caulim, caça predatória, pouco uso do CEPA, êxodo rural, problemas de manutenção das estradas entre outros.

Nos pontos fortes foram evidenciados, a participação das associações de moradores, turismo, solo fértil, beleza naturais, abundância de água, CEPA, áreas bem preservadas, existência da PCH, cultura local preservada, construção do aterro, captação de água de qualidade, APP em recuperação, qualidade do ar, criação da APA, sinalização turística, projeto microbacias, início dos trabalhos de PSA entre outros.

Na análise das ameaças que podem comprometer o futuro da unidade foram relatadas as queimadas, caça predatória, mau aproveitamento do solo, preço instável dos produtos agrícolas, monocultura de espécies exóticas, expansão imobiliária, extinção de espécies da fauna e flora, agroquímicos sem controle, urbanização sem planejamento, falta de recuperação do impacto ambiental da mineração, entre outros.

Enquanto para as oportunidades futuras foram constatados os atrativos naturais, produção agroecológica, desenvolvimento do turismo, industrialização da banana, programas de incentivo a agricultura tradicional, agricultura orgânica, produção de artesanato, pesquisa ambiental, criação de animais domésticos entre outros.

“O principal produto final deste encontro é a elaboração de uma proposta de zoneamento e programas futuros de gestão da APA” destaca Marcelo. Com a convergência dos dados levantados pelas equipes serão construídos as sugestões de programas. Na ocasião alguns já foram considerados como o programa agroflorestal, turismo rural e ecológico, capacitação e divulgação, entre outros que ainda serão definidos pela confluência de interesses.

No evento participaram diferentes representações da sociedade civil organizada, Prefeitura Municipal, ONG, órgão ambiental, setor industrial e madeireiro e comunidade de modo geral. Os trabalhos são elaborados conforme o Roteiro Metodológico do IBAMA para APAs.



quinta-feira, 17 de março de 2011

Magno Bollmann é reconduzido a presidência do Consórcio Quiriri

17/03/2011

Magno Bollmann é reconduzido a presidência do Consórcio Quiriri



O Consórcio Intermunicipal Quiriri, que envolve os municípios de São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre e Corupá, esteve reunido na manhã desta quarta-feira, dia 16, no gabinete do Prefeito Magno Bollmann. Na ocasião, foi feita uma assembléia geral, com o objetivo de escolher o novo presidente da entidade.

Para o posto, foi reconduzido ao cargo por mais um ano o prefeito Magno Bollmann, que é também um dos idealizadores do Consórcio, criado em 1998 e que tinha como objetivo principal cuidar das questões ambientais que envolvem os quatro municípios consorciados. Neste ano, o Consórcio deixou de ser apenas ambiental e passou a ter multifuncionalidades, agregando questões turísticas, econômicas, de infraestrutura, entre outras, comuns aos integrantes.

A reunião envolveu além de Magno, o prefeito de Rio Negrinho, Osni Schroeder, a secretária-executiva do Consórcio, Leoni Furst, além de integrantes das prefeituras consorciadas.



Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

quarta-feira, 16 de março de 2011

Prefeito Magno Bollmann percorre futuro acesso

16/03/2011

Prefeito Magno Bollmann percorre futuro acesso


Um acesso ligando as avenidas Antonio Kaesemodel e Augusto Wunderwald, sem a necessidade de passar pelo anel central de São Bento do Sul, é um antigo sonho das administrações municipais. Agora, o prefeito Magno Bollmann está disposto a tornar isto realidade. Para tanto, um projeto já vem sendo feito para determinar qual o melhor trajeto a ser percorrido pela nova via.

Para conhecer a realidade da região da futura rua, Magno, acompanhado de técnicos das secretarias de Planejamento e Meio Ambiente esteve nesta terça-feira, dia 15, percorrendo o trecho a pé, em meio a mata. Ele ainda aproveitou para conversar com os proprietários das áreas onde a futura via será implantada. “A construção deste novo acesso será um marco para São Bento do Sul e irá melhorar em muito o nosso trânsito, tornando-se uma nova rota para quem quer se deslocar entre os bairros Oxford e Centenário”, observa Magno.



Esta nova via terá cerca de dois quilômetros e tem um custo estimado de R$ 4 milhões. “Já temos pedidos protocolados em Brasília solicitando recursos para esta obra. De qualquer forma, estamos trabalhando no projeto físico e nas licenças ambientais que serão necessárias para a efetivação desta obra”, explica o prefeito.

Este trabalho de campo feito pelo prefeito visa determinar qual a melhor rota, seja pelo terreno acidentado, seja pelas nascentes existentes, procurando evitar ao máximo qualquer dano ao meio ambiente. “Foi muito importante percorremos o trajeto, acompanhado de topógrafos, engenheiros e biólogos. Este trabalho em equipe é fundamental para que o projeto possa ser elaborado da melhor forma possível, e fazendo com que este antigo sonho possa enfim tornar-se realidade”, destaca Magno Bollmann.



Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

segunda-feira, 14 de março de 2011

Elaboração do Plano de Manejo inicia nova fase

14/03/2011

Elaboração do Plano de Manejo inicia nova fase


O Plano de Manejo da APA do Rio Vermelho/Humbold, em São Bento do Sul, segue o cronograma e agora está em fase de maior aproximação social. Nas atividades desenvolvidas estão previstas as Oficinas de Participação Participativa onde a comunidade e as principais lideranças, desenvolvem em conjunto a interpretação da unidade de conservação e sua importância futura.

“Devido a APA Rio Vermelho/Humbold, apresentar 23.000ha, sendo ampla e com diferentes características, optamos por fazer três encontros em diferentes locais para conseguir o envolvimento do maior número de pessoas, fica a critério dos moradores escolher a melhor data”, explica Marcelo Hübel, Diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de São Bento do Sul, e que coordena os trabalhos. Na ocasião serão apresentadas as etapas de elaboração do Plano de Manejo com objetivos e resultados esperados e os resultados do diagnóstico ambiental.

Na sequência será desenvolvida a matriz de análise estratégica construída em conjunto com a comunidade, visando a identificação das prioridades de manejo e gestão para a unidade. Todos os encontros estão marcados para as 14h, podendo ser optado a data e local. Dia 18/03 na Associação de moradores do Rio Vermelho Estação; dia 19 na Igreja de Rio Mandioca e no dia 20 na Escola Angelina Soares Pereira em Rio Natal. O evento será coordenado pela empresa Ecossistema de Curitiba que atua com a equipe técnica em São Bento do Sul.


Etapas do plano de manejo

A primeira atividade de trabalho teve por objetivo organizar o planejamento com os detalhes de etapas de execução, com o direcionamento para todos da equipe técnica. Na segunda etapa, denominada Organização do Conhecimento e Realização de levantamentos e estudos específicos da UC, abrange o levantamento dos estudos executados anteriormente na região, e em seguida a realização de levantamentos e estudos específicos em campo (flora, aves, mamíferos, aspectos físicos e socioeconomia), bem como a elaboração dos mapas temáticos necessários para o planejamento da unidade.

Na sequência são produzidas as bases cartográficas, de mapas relacionados à: geologia planialtimetria, vegetação e uso atual do solo. E neste fim de semana inicia-se a etapa denominada Oficinas de Planejamento Participativo, onde se apresentam os resultados dos estudos efetuados nas etapas anteriores e se efetua discussões com moradores das comunidades locais e representantes de instituições públicas e privadas com atuação na região.

Com base nos resultados dessas atividades, o passo seguinte engloba a elaboração de uma Proposta de Zoneamento e dos programas voltados à gestão da APA do Rio Vermelho, visando seu uso sustentável.

APA Rio Vermelho/Humbold

APA do Rio Vermelho/Humbold, é uma unidade de conservação de uso sustentável, criada pela Lei Municipal n.º 246, de 14 de outubro de 1998, com a finalidade de assegurar o bem estar das populações humanas e conservar as condições ecológicas locais. Engloba a bacia hidrográfica do rio Vermelho, abrangendo uma área de 23.000 ha.

As APAS são unidades de conservação, em geral extensas, com um certo grau de ocupação humana e tem como objetivo básico proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. Pode ser constituída por terras públicas e privadas.





Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

quinta-feira, 10 de março de 2011

Meio Ambiente resgata filhotes de tucano


10/03/2011

Meio Ambiente resgata filhotes de tucano


O departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de São Bento do Sul faz diferentes atendimentos de vistorias com objetivo de orientar a comunidade nos procedimentos corretos em relação aos diferentes temas relacionados ao meio ambiente. O departamento já realizou atendimentos diferenciados no resgate de animais silvestres, quando estes surgem nas propriedades doentes, machucados ou perdidos.

“Cada caso é atendido da forma mais apropriada, em algumas situações basta remanejar o animal de local, no próprio habitat, no próprio ecossistema”, explica Marcelo Hübel, diretor de Meio Ambiente. Casos de adequação de local ocorrem quando um animal amplia seu território de ocupação, geralmente na procura por alimento e acaba ficando preso em alguma propriedade, pelos limites de cerca ou muros da área urbana. Nesta situação já foram atendidos, gambás, capivara, ratão do banhado, entre outros.

Nesta semana o departamento atendeu o chamado de uma moradora que recebeu em frente a sua residência uma caixa com dois filhotes de tucano. A equipe constatou que se tratava de filhotes muito dóceis em bom estado de saúde e com evidencias de estarem na fase final para conquistar o ambiente natural. “Não sabemos a procedência, sua origem correta, e o melhor encaminhamento, nesses casos, é a Polícia Militar Ambiental de Joinville”, relata Marcelo.

As aves foram levadas até Joinville e de lá trasportadas até Florianópolis, onde ficarão em quarentena, período para os devidos cuidados de acompanhamento da saúde e alimentação. Na sequência, as aves serão destinadas para zoológicos ou reabilitadas para o habitat na floresta.




Características

O tucano-de-bico-verde é observado em florestas de araucária ou mata atlântica em altitudes que de 100 a 2000 metros. Vivem em pares ou bandos. Na APA Rio Vermelho é uma das espécies que ajudam na dispersão do palmito, pois de alimentam da polpa e expelem a semente pela boca. Seus ninhos são feitos em fendas de árvores ou buracos. O tucano não é um bom carpinteiro como o pica-pau, mas usa seu bico para tirar lascas de madeira, melhorando o ninho. Existe registro de ninho do tucano-de-bico-verde feito em favos de vespeiro abandonado.

Em outra espécie de tucano, foi observado que a fêmea atrai o macho no ninho oferecendo comida. A troca de carinho é feito com o bater dos bicos e o arranjo mútuo das penas. Os tucanos apresentam diferentes espécies mas em geral, os ovos são incubados por cerca de 18 dias. O macho trata os filhotes com frutas e sementes regurgitando a comida que segura no esôfago. Após de 25 a 30 dias deixam o ninho e depois de oito a dez dias conseguem se alimentar sozinhos.

Aves em cativeiro

Capturar animais silvestres para viveiros, gaiolas ou comercialização é crime ambiental. A criação de aves nativas é restrito para pessoas que apresentam registro das aves no IBAMA, e quando filhotes recebem anilhas de identificação. Existem vários criadores que se dedicam nos cuidados do azulão, trinca-ferro, curió, coleirinho, canário-da-telha, entre outros.

A comercialização de aves exóticas não depende de registro e são facilmente encontrados no comércio, como os periquitos australianos, calopsita, canário-do-reino, mandarim, calafate, manon, agapornes, diamante de gold, entre outros.

Em São Bento do Sul existe o Clube Ornitofílico que organiza e orienta as pessoas que apresentam interesse na criação, manejo ou manutenção de aves nativas, em conformidade com o atendimento dos requisitos legais. Maiores informações disponíveis no site www.cosbsbs.com.br.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Prédio é revitalização com jardinagem

24/02/2011

Prédio é revitalização com jardinagem






O Departamento de Meio Ambiente de São Bento do Sul, em parceria com a secretaria de Obras, realizam ações de melhoria no entorno do prédio localizado no trevo do Mato Preto, na SC 301. Foram compradas mais de 70 mudas de diferentes espécies de cedros, além de buriti, moreia, bruxinho, entre outras que renovaram a fachada do prédio.

Num primeiro momento foram definidas as espécies adequadas para o paisagismo e a adequação do cronograma de trabalho com a secretaria de Obras que executou o serviço. “São Bento é reconhecida pelos belos jardins, é oportuno termos na entrada da cidade uma boa apresentação”, diz Marcelo Hübel, diretor de Meio Ambiente.

As espécies foram escolhidas por dois critérios: por serem perenes e portanto não exigirem esforço de manutenção, e por estarem associadas a arquitetura do prédio. “Os cedros sempre remetem a lembrança do clima europeu, e associados com a arquitetura do prédio, caracterizam uma visão harmoniosa, mas os buritis apropriadamente arranjados também retratam o clima tropical”, explica Marcelo Hübel.

Para a cobertura do solo foi priorizada uma planta rasteira e com flores amarelas que devem fechar o solo exposto. O plantio apresenta maior distanciamento entre os cedros prevendo o crescimento e ocupação do espaço futuro. A forma de distribuição das mudas segue um padrão de organização, mas sem definições de canteiros totalmente alinhados. “O jardim deve ser o reflexo de um ambiente natural, com estilo de desarranjos, mas com traços definidos” finaliza Marcelo.



Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fundação O Boticário forma parceria com a Prefeitura

15/02/2011

Fundação O Boticário forma parceria com a Prefeitura


O Biólogo Carlos Kriech e o Tecnólogo em Gestão Ambiental Renato Atanazio, ambos da Fundação O Boticário de Preservação a Natureza, estiveram em São Bento do Sul para conhecer as perspectivas da Lei nº 2677, aprovada no final de 2010 que institui a “Política Municipal dos Serviços Ambientais, o Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais”.

A primeira aproximação com a Fundação ocorreu em 2010 quando o Presidente do Samae Geraldo Weiherman e o Diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel conheceram as premissas do Projeto Oásis desenvolvido no Paraná e São Paulo, que aplica o pagamento para os proprietários que desenvolvem ações de preservação, garantindo a conservação principalmente dos recursos hídricos. Além desta visita as experiências trazidas pelo Prefeito Magno Bollmann e Geraldo Weihermann da cidade de Munique na Alemanha sobre o Pagamento por Serviços Ambientais, e os estudos levantados pelo Diretor de Meio Ambiente Marcelo Hübel feitos por alguns meses, resultando na redação do programa: “Produtor de Água do Rio Vermelho” que valoriza num primeiro momento, 49 proprietários das margens do Rio Vermelho.

“Temos a motivação do Prefeito Magno Bollmann, visualizador da importância socioambiental do programa, que apresenta valoração ambiental num retorno de ganho de equilíbrio ecossistêmico preservando principalmente os recursos hídricos e com aplicabilidade sustentável dentro desta parcela da APA (Área de Proteção Ambiental)Rio Vermelho Humbold que sofre a construção do Plano de Manejo”, cita Marcelo Hübel.

Neste ano o programa vai gerar os primeiros pagamentos, que num primeiro momento garantirão o estabelecimento das ações de melhoria, continuando nos anos subsequentes, com valoração de ganhos ambientais. A Fundação o Boticário, apresenta uma equipe específica para atender o Projeto Oásis, e nos próximos dias somará a participação de um consultor que em conjunto formulará uma estrutura organizada em um manual específico, com critérios para aplicação do Pagamento de Serviços Ambientais.

São Bento do Sul se propôs em ser parte da aplicação prática do piloto na nova formatação do projeto proposto. “Temos uma metodologia muito parecida com o aplicado pela Fundação, vamos aplicar o Programa escrito pelo Departamento de Meio Ambiente e estaremos ampliando o programa, em acordo com os propósitos do Projeto Oásis, que participaremos intensivamente, num formato inovador, pensando sempre na melhoria contínua. Estaremos ampliando a valoração da área de influência”, relata Marcelo Hübel.

O Programa atual prevê não somente o plantio e manutenção de árvores nas margens do rio Vermelho, mas valoriza diferentes ações dentro da propriedade que são analisadas na forma de pontuação como forma positiva de ganho ou negativa com decréscimo de ganho com diferentes interpretações como: APP conservada; APP em recuperação; existência de benfeitorias em APP; animais domésticos circulam em APP para beber água; promove o turismo ecológico; é produtor local; faz adensamento em floresta secundaria; apresenta Reserva Legal em bom estado de conservação; apresenta conexão de RL e APP com vizinhos; faz agricultura orgânica e não utiliza defensivos em nenhuma prática agrícola; apresenta nascentes preservadas; possui sistema de tratamento de esgoto; faz controle de erosão; apresenta APP superior a 30m de rio e 50m de nascente; apresenta controle de espécies exóticas invasoras.




Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cada são-bentense produz 476 gramas de lixo por dia

27/01/2011

Cada são-bentense produz 476 gramas de lixo por dia



No Brasil, são coletados 125.281 toneladas de lixo domiciliar por dia, conforme fonte do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que corresponde a média de 739 gramas por habitante. Em São Bento do Sul são gerados 1.072,25 toneladas por mês que para uma população de 75.047 corresponde a uma produção de 476 gramas por habitante dia.

Conforme explica o diretor de Meio Ambienta da Prefeitura de São Bento do Sul, os números do município podem ser considerados positivos. “Estamos abaixo da média nacional e no índice mais baixo para cidades com menos de 200.000 habitantes, devido as características do município, considerando a coleta seletiva e a compostagem nas residências”, informa o diretor.

Uma pesquisa feita recentemente pelos estudantes Andreas Franz Xaver Auburger e Jean Fabio Bianconcine com orientador da Univille, demonstraram o destino do material reciclável apresenta diferentes disposições finais, embora a grande parte da população destina para a reciclagem ou outro aproveitamento. Das questões direcionadas foi observado que 73,7% das pessoas apresentam alguma forma de separação enquanto 24,2% não separam e 2,1% não souberam responder, no entanto observa-se que não existe periodicidade semanal.

No levantamento dos estudos entre as questões apresentadas destacam proporções considerando um equilíbrio de proporções das pessoas que destinam os resíduos para a coleta seletiva semanalmente que chega até a Cooperativa; bem como as que separam para catadores informais e nestes não se enquadra a Cooperativa que não sai nas ruas pegar os resíduos, apenas quando são chamados para coletas de maiores volumes e apanham com o caminhão.

Outras pessoas ainda encaminham para escolas ou entregam diretamente na Cooperativa de Catadores e uma parte destina de forma diferente como reaproveitamento de embalagens, artesanato, entre outros. Ainda devem ser consideradas as saídas de material reciclável pela SBS Sucatas; Sucatas São Bento e Comércio de Transportes Moser, Associações de Reciclagem como a Arecicla e a do Loteamento Wilfredo Weiherman. “As empresas também destinam uma proporção considerável para reciclagem”, conta Marcelo.

Toda coleta seletiva do município vai para a Cooperativa, com um custo absorvido pela Prefeitura de R$ 11.000,00 por mês. “É uma das ajudas que a Prefeitura oferece para fortalecer a Cooperativa”, diz o diretor de Meio Ambiente. Parte do material é vendido em São Bento do Sul, pelas empresas que somam maiores volumes para encaminhamento para um comprador final, mas o resíduo também segue diretamente para cidades vizinhas sem atravessadores. Neste sentido, a Cooperativa de Catadores apresenta galpão, esteira, prensa, balança e caminhão conseguindo um material de melhor qualidade e com possibilidade de entrega.

Em poucos meses será concluída uma unidade industrial que deve absorver todo papelão recolhido em São Bento do Sul e região. A pesquisa revela que além do material reciclável, 71,9% da população separa o resíduo orgânico e disponibiliza para aproveitamento no quintal da casa. Estes valores somados a coleta seletiva demonstram porque São Bento do Sul apresenta baixa proporção de lixo per capita. “Mas independente da pesquisa, aceitamos que periodicamente apenas a metade da cidade contribui efetivamente para a coleta seletiva. Podemos melhorar e chegar a reciclar todo material. O ideal é diminuirmos o uso do aterro e até zerar o envio de materiais, mas é um trabalho de conscientização e de projetos que são conquistado gradativamente e não são resolvidos da noite para o dia. É fato que estamos melhor que muitas cidades do Brasil, que sequer apresentam a coleta seletiva ou até mesmo um aterro controlado”, fala Marcelo Hübel, Diretor de Meio Ambiente.
Melhorias
O Samae prepara para 2011 uma equipe para gestão dos resíduos que deve atender todas as demandas de planejamento e adequação com ações de melhoria. O Decreto 580 de 17/01/2011, assinado pelo Prefeito Magno Bollmann, designa uma comissão especial de análise e estudos da movimentação do aterro, que entre as atribuições devem propor a redução de volume do aterro; avaliação da qualidade dos resíduos em relação aos índices; garantir a segurança integridade da gestão; analisar os impactos ambientais; acompanhamento técnico; observar o controle ambiental e operacional.

No ano que passou a Prefeitura desenvolveu diferentes parcerias com a Cooperativa de Catadores de Material Reciclável do Bairro Brasília, entre as quais:

1 - implantação da coleta de óleo vegetal;
2 - incentivo para gestão administrativa com influência para a legalização dos direitos trabalhistas;
3 - aproximação com acadêmicos da UNOPAR que desenvolveram e aplicaram técnicas de trabalho de produtividade e propostas de melhoria;
4 - participação no São Bento Sempre Limpa com recebimento do material arrecadado.
5 – destinação da coleta seletiva para o galpão da Cooperativa com um custo de R$ 11.000,00 por mês.
6 – participação em projetos pilotos para desenvolvimento de programas futuros.


Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Moradores serão remunerados por preservação

19/01/2011

Moradores serão remunerados por preservação



Em breve, os moradores das margens do Rio Vermelho, em São Bento do Sul, serão pagos para preservarem o manancial que abastece o município. Isso será possível graças a lei de número 2677, aprovada no final de 2010, e que instituiu a “Política Municipal dos Serviços Ambientais”. Através dela, os moradores serão beneficiados através do chamado PSA, que é o Pagamento por Serviços Ambientais. Agora, falta apenas a regulamentação da lei para que os primeiros pagamentos sejam feitos.

O diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de São Bento do Sul, Marcelo Hübel, explica que o crescimento das demandas de utilização dos recursos naturais vem causando diferentes tipos de impactos e danos ao meio ambiente. “Uma forma de melhorar as áreas degradadas e garantir a manutenção do ecossistema foi o desenvolvimento de PSA”, conta.

Marcelo revela que basicamente o projeto é direcionado para a necessidade de manutenção e garantia de fornecimento de água e visa a recuperação de áreas degradadas. “Devemos priorizar um equilíbrio ecossistêmico e com isso elaboramos um programa específico para num conjunto de ações conseguirmos proteger o manancial de água que abastece São Bento do Sul”, reforça o diretor.

A lei apresenta abrangência para diferentes atribuições prevendo a garantia do abastecimento de água; diminuição de processos erosivos; recuperação de áreas de bacia com maior impacto provocado por desmatamento; manutenção da biodiversidade, entre outros. “O programa vai abranger os moradores das margens do rio Vermelho, que estarão aderido a diversas melhorias na propriedade para alcançarem pontuações que representarão um valor pago. O valor máximo já previsto em lei é de 122,5 UFM (Unidade Fiscal do Município) que será pago por hectare de APP preservado as margens do rio Vermelho”, detalha. Uma UFM equivale a cerca de R$ 2,57 e apresenta variações mensais, garantindo a atualização de valores.

O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais - PSA, deve contemplar todos os proprietários que apresentam áreas em parte da Bacia Rio Vermelho inseridos na Área de Proteção Ambiental (APA) Rio Vermelho/Humbold, correspondendo especificamente ao Rio Vermelho, do ponto de captação de água do município de São Bento do Sul até a divisa com o Município de Campo Alegre. Para fins de preservação e conservação da cobertura de vegetação nativa e que atenda a preservação de até 30 metros de conservação da margem de rio. Serão considerados os pagamentos por hectare de área conservada ou em fase comprovada de recuperação da mata ciliar, bem como de adoção comprovada por vistoria de práticas ecoeficientes que melhoram o desempenho ambiental da propriedade.

Nestes ganhos estão previstos a constatação de diferentes situações que serão pontuadas como a observação de: fossa e filtro ou tratamento com zona de raízes, produção orgânica, uso ou não de defensivos agrícolas; preservação de nascentes e afluentes que drenam para o Rio Vermelho; contenção de erosão, formação de corredores biológicos; cuidados especiais com a reserva legal entre outros. “A lei foi aprovada, agora com a definição do programa, será possível regulamentar a lei, começando por rio Vermelho”, finaliza Marcelo Hübel.


Prefeitura de São Bento do Sul – Fabiano Kutach - MTb/SC 02844 - JP
47 3631-6158 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rio Banhados recebe atenção especial

04/01/2011

Rio Banhados recebe atenção especial


O Consórcio Ambiental Quiriri e o Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de São Bento do Sul, somam parcerias para sensibilizar os moradores dos bairros Rio Vermelho e Serra Alta para a preservação das cabeceiras do Rio Banhados, que contribui para o abastecimento de água da cidade de Rio Negrinho. Duas placas foram colocadas de forma estratégica, uma na Rua Mathias Nossol esquina com Estrada Saraiva e outra na Rua Emílio Engel, ambas demonstram a localização da bacia, que chega no Rio Negro, Rio Iguaçu, passando portanto pelas Cataratas do  Iguaçu, e a bacia do Prata. O painel das placas equivalem ao tamanho de três metros por dois metros com o texto: “Preservar a Água Aqui é Garantir a Sustentabilidade Para Todos”, demostrando um fundo com uma foto do Rio Banhados e dois mapas de localização, mostrando São Bento do Sul e os municípios do Consórcio e em outra apresentação o Estado do Paraná e Santa Catarina, demostrando o trajeto que a água percorre até chegar na Argentina.

Diversas ações são desenvolvidas para melhorar a qualidade da água do Rio Banhados, é um dos rios da cidade que merecem maior atenção. Estamos em um divisor de água, e com as primeiras cabeceiras que passam por muitas cidades. É nosso dever preservar este rio principalmente pela necessidade de abastecimento de Rio Negrinho.” Marcelo Hübel Diretor de Meio Ambiente. Entre as ações apontadas está a revitalização das margens do Rio Banhados. Considerando aspectos sociais e ambientais. As 106 famílias da Vila Schwartz correspondente a 310 pessoas que passam por um momento de adequação do planejamento urbano. Destas famílias pelo menos 83 são motivadas em serem reassentadas em locais apropriados, saindo da área de risco das margens do rio para conjuntos habitacionais devidamente estruturados e planejados com infraestrutura apropriada para uma vida digna. Contudo serão recuperados cerca de 9000m² ou 0,90ha de área de APP (Área de Preservação Permanente) com plantio de mudas nativas e técnicas de nucleação com transposição de solo, transposição de chuva de sementes, transposição de galharia.
Outra ação desenvolvida no local é o S.O.S Rio Limpo, que teve a primeira edição com participação da Polícia Militar Ambiental de Joinville, após foram feitas outros dois eventos o mesmo rio e outras três edições em diferentes rios do município, mas está marcada uma próxima etapa do S.O.S Rio Limpo no rio Banhados para fevereiro de 2011. Na ação organizada pelo Departamento de Meio Ambiente constam a participação de diferentes secretarias autarquia e departamentos que garantem a continuidade do programa (SAMAE, Secretaria de Obras;  Secretaria de Administração; Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente; Transresíduos e Defesa Civil). Duas equipes são divididas sendo uma dentro do rio e outra nas margens. A equipe do rio retira diferentes materiais do fundo e encostas da água, passando para dentro do barco curiosos objetos como: restos de geladeira, pneu, telas, latas, garrafas, colchão, vaso sanitário, poltronas entre outros. A equipe que anda por terra envolve os moradores na sensibilização do problema, resgatando vigilantes e monitores ambientais para não ocorrerem atos de poluição.
São distribuídos folders informativos e a recomendação da construção de fossa séptica e filtro, com solicitação de encaminhar o resíduo de forma correta para ter o destino final em aterro sanitário ou para reciclagem. Com estas ações são pretendidos ganhos ambientais e sociais, pois diminui o risco de enchentes, diminui a poluição da água, se reduz a contaminação por agentes parasitários e melhora a condição de ecossistema do rio e habitat da fauna e flora aquática.
O tratamento do esgoto em Serra Alta é outro avanço da melhoria da qualidade de vida local e preservação das características naturais do Rio Banhados. Após as obras serem concluída serão atendidas mais de oito mil moradores com investimentos de R$ 3.768.108,26. O Consórcio Ambiental Quiriri também mantem o monitoramento do rio, com o projeto PIA (Programa Intermunicipal da Água) que por definição procura estabelecer a busca contínua pela melhorar qualidade da água com a manutenção das água superficiais, com diagnóstico das características físicas e educação ambiental e sanitária. No momento existe 19 pontos fixos de coleta e monitoramento. Destes pelo menos dois pontos são de referência para o Rio Banhados.
O banco de dados criado desde 2000 demostra entre diferentes interpretações em forma de diferentes gráficos que devido as características de meandros do rio a matéria orgânica gerada em Serra Alta, é deteriorada e incorporada ao meio, sem danos após um percurso maior do rio.  “O somatório de diferentes atividade, monitoramento e projetos demostram a melhoria da qualidade da água e da reação social frente a necessidade de preservação. Na próxima etapa do S.O.S Rio Limpo teremos a presença dos estudantes da Escola Frederico Fendrich, com integrantes do Parlamento Jovem. Este evolvimento da comunidade é de fundamental importância, pois está dentro doque estabelece um dos principais propósitos do programa” finalizou Hübel.


Prefeitura de São Bento do Sul – Alessandro Machado–MTB/SC 02992-JD
47 3631-6132 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Separar o lixo reciclável é hábito em São Bento do Sul

09/12/2010

Separar o lixo reciclável é hábito em São Bento do Sul


Hoje em dia o ato de separar os materiais recicláveis já virou rotina para muitos moradores de São Bento do Sul. Com duas Cooperativas de Catadores, sendo uma no bairro Brasília e outra no Cruzeiro, mais o Programa Associação de Reciclagem no Bairro, que acontece em Lençol e Rio Natal, empresas privadas de reciclagem e intensas campanhas de conscientização promovidas pela Prefeitura, São Bento do Sul recicla cerca de 800 toneladas de lixo por mês.
Conforme Antonio Schwirkowski, responsável pela coleta seletiva da Transresíduos, empresa que faz a coleta de resíduos no município, mensalmente mil toneladas de lixo são despachadas diretamente para o aterro sanitário localizado no bairro Rio Vermelho. A empresa ainda faz a coleta seletiva (somente de materiais recicláveis) de 20 a 25 toneladas no mês. Esse material é encaminhado para as Cooperativas de Catadores, que também realizam coletas e recebem os resíduos na sede.
A reciclagem favorece o meio ambiente, gera renda, gera economia aos cofres públicos, além de  muitos outros benefícios. “É muito fácil reciclar, basta separar os matérias como vidro, plástico, papel, papelão dos demais lixos e deixar em frente da residência no dia da coleta seletiva. Um simples ato que trará benefícios para toda a sociedade”, explica o diretor de Meio Ambiente Marcelo Hubel, que reforça a necessidade e importância da participação e colaboração de toda a comunidade na separação do lixo residencial. “Já são muitas pessoas que têm essa consciência, mas por outro lado, ainda é grande a quantidade de lixo que poderia ser reciclado e acaba parando no aterro”, lembra.
A coleta seletiva acontece em dias alternados à coleta de lixo comum, e atende a todos os bairros conforme programação. Nas duas modalidades de coleta os caminhões fazem o mesmo percurso para atender todas as residências. Maiores informações sobre o itinerário do caminhão de coleta seletiva podem ser obtidas no telefone 3626-3273 (departamento de Meio Ambiente) ou 3634-0754 (Transresíduos).
Saiba quais são os materiais recicláveis
Plástico – embalagens plásticas, garrafas pet, canos de PVC, potes de creme e de xampu, potes de margarina e de outros alimentos, baldes, bacias, brinquedos, sacos e sacolas.
Metais – latinhas de refrigerante, de cerveja e de enlatados, arames, pregos e parafusos, tampas, fios alumínio, cobre, ferro-velho, sucatas metálicas.
Papéis – jornais, revistas, listas telefônicas, folhetos, folhas de rascunho, papéis de embrulho e caixa de papelão.
Vidros – todo tipo de garrafas, garrafões, potes e jarros, vidros de conserva e de maionese, frascos de perfume e de produto de limpeza.
Óleo de cozinha - também pode ser entregue na coleta seletiva, pois o mesmo passa pelo processo de filtragem e é reutilizado como combustível no caminhão da cooperativa e alguns veículos oficiais.

Cronograma da Coleta Seletiva
Segunda-feira – Centro, Rio Vermelho Povoado, Rio Vermelho Estação (até a Escola Alfredo Diener)
Terça-feira – Cruzeiro, Oxford, Boehmerwald, Alpino, Lençol (até a Rua Castelo Branco)
Quarta-feira – Progresso, Centenário, Brasília, Bela Aliança, Mato Preto e Dona Francisca
Quinta-feira – Colonial, 25 de Julho, Schramm
Sexta-feira – Serra Alta

Programas de conscientização
A Prefeitura propõe ainda diversas ações que visam a conscientização e orientação sobre a preservação e cuidados com o meio ambiente. Nesses estão inclusos os programas Econsciência, Trilha Ecológica, Programa Ecoatitude, SOS Rio Limpo, São Bento Sempre Limpa, Recolhimento de Resíduos Eletrônicos, Palestras e demais atividades em datas comemorativas.

Prefeitura de São Bento do Sul – Luciane Nagorski–MTB/SC 3902-JP
47 3631-6114 - imprensa@saobentodosul.sc.gov.br