segunda-feira, 29 de abril de 2013

CRESCIMENTO DO CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL QUIRIRI


CRESCIMENTO DO CONSÓRCIO

           
            Os ideais do Consórcio se irradiam e demonstram a importância socioambiental, despertando e agregando outras valorosas contribuições governamentais em prol da sociedade. “No Consórcio, num primeiro momento se consagraram Rio Negrinho; São Bento do Sul e Campo Alegre. “Depois de ter assinado o Protocolo de Intenções é chegada a hora do Município de Corupá fazer parte das fileiras do Consórcio Quiriri. No ano 2000, com a assinatura pelo Prefeito de Corupá Sr. Luis Carlos Tamanini, em evento durante a 7ª EXPOAMA, da Lei aprovada na Câmara de Vereadores de Corupá, estará estabelecida a presença oficial daquele Município no Consórcio, sem dúvida ampliando sobremaneira a abrangência e a força de atuação em nossa região( Informativo Consórcio Quiriri nº 06  09/1999). 

            O fortalecimento do Consórcio demanda a atuação política de consolidação da nova estrutura, garantido a perpetuidade das ações e projetos. “A partir de então, o Poder Público Municipal se ocupou de preparar uma sustentação jurídica para o Consórcio Quiriri, expressa em mais de 20 leis municipais sancionadas nos seus primeiros três anos de existência. Essas leis tratam da participação dos municípios no Consórcio, de normas aos municípios caso haja desvinculação do Consórcio, declara o Consórcio Quiriri como de utilidade pública, autoriza o Poder Executivo a conceder contribuição financeira ao Consórcio, além de previsões para despesas com manutenção e despesas com serviços de consultoria.

Informativo nº 6 Consórcio Quiriri

            Nos quatro municípios do Consórcio são desenvolvidas diferentes ações de responsabilidade socioambiental na preservação dos ecossistemas e preservação das características ambientais. A conservação da avifauna é favorecida pelas condições intrínsecas de preservação ambiental, nos diferentes ambientes naturais com  manutenção da qualidade ambiental e a preservação das espécies. O  Consócio,  faz a convergência das discussões e na aplicação de sua metodologia transforma os projetos em benefícios, oportunizando a instrumentalização de ações socioambientais.        

            O atual Consócio Intermunicipal Quiriri foi o primeiro do estado com foco ambiental, sendo então seguido por muitos outros consórcios Embora atualmente atua de forma mais ampla e não especificamente com as causas ambientais, firmando o protocolo de intenções na forma da Lei nº 11.107/2005, e de seu regulamento, Decreto nº 6.017/2007. Os projetos seguem na estruturação de fortalecimento e apoio, ganhando mais força de ação e de resultados. Pelo exposto é possível chancelar o Consórcio Quiriri como instrumento de cooperação mútua intermunicipal, com aproximação do governo e a sociedade civil, em co-responsabilidade socioambiental logrando êxitos de importante mobilização na sensibilização e articulação política administrativa, mobilizadas em conjunto com as forças sociais divergentes e heterogêneas, mudando os conceitos de desenvolvimento em prol da sustentabilidade, movidas pelos projetos englobando todos níveis sociais e segmentos, pela preocupação coletiva na preservação do meio ambiente e a qualidade de vida frente ao desenvolvimento sustentável.

Fonte: Livro "MAIS QUE UMA GOTA" - Autor: Magno Bollmann
Colaboradores: Marcelo Hübel e Donald Malschitzky

quinta-feira, 18 de abril de 2013

ÍNDIOS XOKLENG - Pioneiros




ÍNDIOS

HABITANTES DE LONGA DATA

Marcelo Hübel - Livro "Pioneiros" 2012
        
Podemos referenciar os primeiros moradores, os pioneiros, os colonizadores, mas devemos muito respeitosamente considerar, que nestas terras já andavam os índios Xokleng que viviam como nômades.
No sul do Brasil se desenvolveram somente 5 (cinco) etnias indíginas: Xokleng, Kaigang, Bia-Guaraní, Tapes e Carijó. Estes dois últimos estão atualmente extintos. Em Santa Catarina, existiram os Xokleng, Kaigang e o Carijó.
Anterior a data de 1500 os Xokleng eram parte integrante dos Kaingang, mas algumas características notavelmente foram diferenciando e desvinculando por completo formando os Xokleng, que passaram, portanto a constituir uma nova etnia.
Os Xokleng dominavam toda a área de floresta que encobre a área localizada entre o litoral e a encosta do planalto, desde a proximidade de Porto Alegre (RS) até Paranaguá (PR). (SANTOS, 1978).
O Engenheiro Carl Pabst, incubido de traçar uma estrada rumo no planalto em direção de Rio Negro em 1855 presenciou. “Em uma das planícies bastante isoladas que se comunicam entre si por estreitas aberturas formadas pela própria natureza, nas fraldes das montanhas e cercados de espesso mato virgem, encontrei uma horda da tribu dos Bugres bravios. O inesperado encontro da nossa comitiva com a horda dos índios fê-los fugir, sem que déssemos um só tiro”.(FICKER, 1973).

Livro: Pioneiros - Marcelo Hübel 2012
Ainda sobre o início da imigração e colonização de São Bento é transcrito a conseqüência do “falso” alarde de Doerffel que pedia ao Presidente da Província um destacamento de soldados para gerar segurança a invasores e o possível ataque de bugres. “Podemos resumir que os bugres nunca chegaram a incomodar ou molestar algum dos imigrantes. Também a Colônia Dona Francisca teve, em janeiro de 1876, no Caminho Blumenau, o seu último ataque de bugres, com um colono morto a pauladas. Isto, porém foi questão de sorte, pois muitos das colônias no noroeste da Santa Catarina sofreram amargamente com as incursões dos silvícolas, principalmente Blumenau, Brusque, Rio Negro etc.” (FICKER, 1973). Embora o conflito ainda parecia inevitável. “Nas últimas semanas os bugres outra vez foram presenciados em grande número nas proximidades de São Bento e aos lados da Estrada Dona Francisca, e mesmo aconteceu, que em dia claro lançaram do mato vizinho ao meio dos trabalhadores da estrada um pau, sem que podiam ser vistos os autores do lance. (FICKER, 1973)”.

        
 Mas seu território foi lentamente ocupado, ou ainda transitado, em outras circunstâncias pelo estado catarinense, como no caso da trilha dos tropeiros, no Livro “Caminho das Tropas” consta o relato de cenas ocorridas no município de Monte Castelo por “Jorge Schumacher, Ataliba Collet e Jordelino Cardoso,... eram comuns os bugres ficarem de tocaia nas margens do caminho, para atacar os tropeiros”. Os ataques seguidos de morte eram tantos, que nesse trecho havia muitas cruzes. Para dar segurança aos tropeiros, na descida da serra, era comum empreitarem os serviços dos bugreiros .” (LOCKS, et al 2006).
Nas proximidades do Rio Marombas, Curitibanos “Segundo histórias locais, uma família vinda de São Paulo sofreu um ataque dos índios no passo, que dizimou toda família. Como passava pouca gente, quando encontraram os corpos já estavam apodrecendo, não tendo condições de serem levados para o outro cemitério. A solução foi fazer algumas covas e sepultar todos ali mesmo, e para respeitar o lugar, fizeram, nas palavras de Aldair de Morais, essa taipinha, e plantaram uma cruz. A área pertence a Elias Sartor, que conserva o local.” (LOCKS, et al 2006)
Os imigrantes denominavam os índios pelo nome de bugres. Entretanto também encontramos relatos regionais referenciando o mesmo povo por Botocudos, denominada pelo uso do tembetá, artefato fixado no lábio inferior. Mas conforme já revelado aqui, a denominação usualmente utilizada pelos antropólogos para definir esta etnia indígena, é Xokleng.
Algumas características culturais dos Xokleng são muito interessantes como o próprio uso do tembetá, fixado abaixo do lábio e já usado no início da juventude ou ainda a tatuagem utilizada pelas meninas ou até mesmo o curioso ritual de cremação dos mortos. Um índio em toda sua vida consegue somar no máximo a posse de 100 objetos. Justificando a curiosidade pelos nossos pertences pessoais, que os instigam a colecionar.
No período de colonização imagina-se que existiam cerca de 3000 índios que eram nômades e percorriam a região naturalmente na procura de alimentos: caça, pesca, frutos e outros gêneros alimentícios, e se abrigavam em grutas ou no improviso de um abrigo conforme o relato de Josef Zipperer. “Como estávamos no inverno, havia, ao redor das palhoças, montões de cascas de pinhão, fruto que servia de alimento aos indígenas. Também não faltaram ossos de anta e de pássaros, que vinham provar, que os bugres, com os seus arcos e flechas, eram caçadores bem mais eficientes do que nós, que usávamos a pólvora e o chumbo. Das penas de aves jogadas, constatamos, nitidamente, que em sua maioria eram as de jacutinga, que também já conhecíamos como caça bem saborosa” (ZIPPERER, 1954). “As palhoças dos aborígines consistiam numas armações muito primitivas e destinadas, ao que parece, a uma utilização sempre temporária. Escolhiam quatro arvorezinhas apropriadas, distantes entre uns três metros, desgalhavam os troncos, vergavam-nos de encontro uns aos outros, com a taquara uniam os topes e cobriam com folhas de sapé, ou de papanduva, esta espécie de pequena pirâmide, que mal abrigava contra as intempéries. Agrupavam-nas de quatro em quatro, de maneiras que contamos quatro grupamentos distintos de palhoças, naquele aldeamento a que me referi. (ZIPPERER, 1954).
Na produção de pinhão, nos meses de abril e maio, os Xokleng percorriam o estado de Santa Catarina e arredores, indo mais para o oeste, onde geralmente ocorriam conflitos com os Kaingang. “A meu ver, como já disse, tratava-se sempre de moradas temporárias, condizentes mesmo com a vida nômade dos índios, que passavam o inverno no planalto, na abundância do pinhão e de caça, e provavelmente, no verão, desciam a serra, onde, nessa época, se deliciavam com o palmito e frutas.”(ZIPPERER, 1954).
Os índios dominavam libertos pela mata, sempre andando em grupos, mas também provocaram terríveis cenas de crueldade, quando a chegada dos colonizadores. Tanto por parte dos indígenas, bem como, pela ação revoltosa dos que sofreram terríveis ataques. Muitas vezes foram contratados os bugreiros, homens determinados a matar o índio, tendo muitas vezes suas orelhas cortadas como prova do serviço completo. “Houve brasileiros, porém, como os membros da família Ferreira, que se tornaram, ao que fomos informados, autênticos caçadores de bugres. Estes vinham lhe roubar o gado, e naturalmente, aqueles reagiam e se defendiam da ousadia dos bugres ladrões”. (ZIPPERER, 1954). Embora particularmente para São Bento as investidas dos Xokleng de fato não marcaram com violência os primeiros imigrantes. “...os habitantes selvagens desta terra, que aliás, nunca chegaram a incomodar ou molestar algum dos nossos. Já de modo diverso aconteceu anos mais tarde, quando da fundação da colônia Lucena, hoje Itaiópolis, para onde muitos de nossos companheiros se mudaram. Famílias inteiras foram ali massacradas pelos índios, entre elas uma família Neppel.” (ZIPPERER, 1954). O antropólogo SERVICE registrou em um depoimento de um velho chamado Ndile Ton Vô (morreu em 1983) que falou de sua grande mágoa em nunca ter matado um branco, como fizeram seu pai e seus parentes antes da pacificação.
Este comportamento de luta também ocorria entre o próprio povo Xokleng, pois estes viviam em diferentes e numerosos grupos de 50 a 300 indivíduos, e quando um grupo se deparava com o outro ocorriam brigas violentas. Este espírito de agressão é a marca e registro deste povo sempre conhecido como “ferozes guerreiros”. As lutas muitas vezes cessavam quando todos os homens estavam mortos, sobrando as crianças que eram adotadas e as mulheres “escravizadas” ou ainda serviam para a reprodução.


“As pressões exercidas pela frente de expansão sobre o território ocupado pelos Xokleng foi de tal ordem que, em vários episódios onde os índios assaltaram os brancos, evidencia-se claramente que a fome era a razão do ataque.” (SANTOS,1978).
Por pressão de uso de marketing no exterior o governo não teve outra opção, a não ser, tomar medidas de atenção e controle. Quando finalmente no ano de 1914 cerca de 400 a 600 Xokleng são “pacificados” por Eduardo de Lima e Silva Hoerhan, funcionário do SPI (Serviço de Proteção ao Índio).
Existem relatos de algumas crianças Xokleng adotadas pelo homem branco, estas, porém dificilmente chegavam na idade adulta, vindo a falecer. Provavelmente pelo pouco desenvolvimento do sistema imune, ficando fragilmente expostas as doenças venéreas (gripe, sarampo, pneumonia) até então desconhecidas para estes, causa que marcou a maior perda de índios entre 1914 até aproximadamente 1936 com diminuição em até dois terços da população.
Nesta série de eventos catastróficos e conseqüentes eventos, pode-se dizer que: “A partir desse impacto, torna-se difícil aos remanescentes manterem em funcionamento as instituições, usos e costumes tradicionais do grupo” (RIBEIRO, 1977).
Livro: Pioneiros - Marcelo Hübel 2012
“Mais tarde, em 1926, Eduardo conseguiu que o Governo do Estado de Santa Catarina doasse à comunidade indígena o território que ainda hoje ocupa. Foram doados 141.565.866,02m2.”(MÜLLER, 1987). Sendo então agrupados na Reserva que ficou conhecida por: Reserva José Boiteux, Reserva Ibirama ou ainda Reserva Duque de Caxias. “Incerida nas cidades de: José Boiteux, Victor Meirelles, Doutor Pedrinho e Itaiópolis. (WIIK, Flavio Braune, 1999). Esta área pertencia a Cia. De Colonização hanseática. O “confinamento” indígena ocorreu juntamente com a introdução de algumas famílias Kaingang, inseridas propositalmente na intenção de facilitar o assentamento e serem exemplos para a prática de atividades agrícolas. A reserva nunca apresentou um líder nativo como responsável, como estruturador político, sendo portanto caracteristicamente anarquista, mas quando devem ser tomadas algumas decisões estas são formadas e decididas por influência de famílias e líderes.
Nos dias atuais os Xokleng vivem aldeados no Posto Indígena Ibirama, no alto vale do Itajaí, embora também constam algumas famílias de Kaingang trazidas na década de 10 do Paraná, e também alguns representantes Guarani que migraram na década de 50 e ainda a introdução de cafuzos, expulsos pela Guerra do Contestado e também de alguns brancos e funcionários do S.P.I (Serviço de Proteção ao Índio).
Mas a reserva, nunca prosperou da forma esperada, sendo sempre palco de desavenças e de infrações sociais, nas tentativas de integração, sendo certamente desgastante as tentativas de mudanças. A pretensão de introduzir a agricultura, que é contraria a sua cultura, visto que anteriormente baseava-se na coleta, não prosperou sendo uma das primeiras tentativas frustrantes. A introdução de outras pessoas que não Xokleng na reserva, não ajudou e muito pelo contrário gerou sucessivas perturbações. A localidade passou por situações conflitantes em distintos períodos, com problemas que rondam a extração de palmito (Euterpe edulis), o corte ilegal da floresta nativa, a caça predatória e o uso inapropriado do solo. Ações impostas que são o somatório de um fracassado e insistente sonho da utilização de técnicas apropriadas e práticas sustentáveis, perdurando apenas a impossibilidade de integrar uma condição de subsistência. Mas ainda temos outras parcelas de contribuição frente ao descaso e de inapropriadas ações. “Também a tutela exercida pela FUNAI sobre os interesses da comunidade caracteriza-se como frouxa, ineficaz e infiel.” (MÜLLER, 1987).
Outra situação de intervenção, sendo mais atual, também sinaliza outro erro e um descarrilar de crise futuro. Na década de 70 foi construída uma barragem que entre outras, evitaria as enchentes do Vale do Itajaí, mas gerou por conseqüência muita polêmica e prejuízo para a reserva. Uma ação sem planejamento e de resultados desastrosos, devido o próprio represamento e também pelas cheias que inundavam as propriedades dos indígenas, quando num período prolongado de chuvas. “Localizada a cerca de 6km a jusante da área indígena Ibirama de início, por absoluta falta de informação os indígenas não se opuseram a sua construção. Alguns anos depois, em 1978, devido a ensecadeira que havia sido construído para permitir os trabalhos no leito do rio ocorre uma primeira cheia na área indígena.” (SANTOS, ).Somente no ano de 1982 ocorreram as primeiras indenizações aos índios que perderam suas roças, animais domésticos, currais e depósitos, então massacrados pela enchente. “O lago de contenção ocupou cerca de 900ha das terras da área indígena.” (SANTOS, ).

Menino índio, provável Xokleng, segurando uma anta,
(Tapirus terrestris) (AHSBS)

Outra problemática e ainda conseqüente foi à ação dos índios na década de 90. O tumulto iniciou porque reivindicavam uma área maior da reserva. Aproveitando o primeiro traçado, apenas um esboço que demonstrava um aumento da área com cerca de 14.000ha para 37.000ha, culminou a ação descomunal dos índios sem lei. Usavam este “novo mapa de ampliação da reserva” como pretexto para coibir as atividades em seu território. Deflagram conflitos diretos com os moradores locais, chegando a invadir propriedade e casas dos moradores de Bonsucesso, roubando cabeças de gado e outros bens, seguindo de vandalismo, sujando e depredando as construções. Também invadiram fazendas com reflorestamento de Pinus sp, e roubaram sucessivamente centenas de hectares, colhidos em corte raso. Os proprietários ficavam relativamente sem defesas, sobre a desordem que se alastrava, e de ações extremamente difíceis de serem controladas. A mobilização da sociedade e empresas para minimizar as perdas foi intensa. Embora restavam ainda atitudes coerentes e de sensatez regidos pela ação judicial. Culminava o desespero das famílias que imaginavam a possível desapropriação das terras de uso a gerações. Nos reflorestamentos os índios, circulavam indiferentes e vendiam as toras por preços irrisórios, e também  acobertavam os colhedores, transportadores e serrarias que interferiam diretamente nas áreas.
As ações trágicas dos índios foram se esgotando, na mesma proporção que exauria a madeira, quando então perdura a incipiente paz. Muitas propriedades são colocadas a venda, os proprietários adquirem reintegração de posse, os investimentos na região são exauridos, sobram ainda as marcas de desgaste ostentado pela comunidade sofredora, que resistiu as calúnias e as injustiças praticadas.
Em 1997 constavam na Reserva aproximadamente: 1430 indivíduos, embora o Xokleng “índio puro” representa uma parcela menor ficando entre 360 a 400 índios, constituindo um total de 243 famílias.




BIBLIOGRAFIA


FICKER, Carlos. “São Bento do Sul Subsídios Para a sua História”. Impressora Ipiranga S. A Joinville, 1973.


LOCKS, Geraldo Augusto; Iáscara Almeida Varela;Ricardo Almeida; Sandro César Moreira; Sérgio Sartóri. “ Caminho da Tropas:Caminhos, Pousos e Passoa em Santa Catarina”. Editora Uniplac, Lages, 2006
  
MÜLLER, Sálvio A. “Opressão e Depredação”. Editora da FURB. Blumenau, 1987.



RIBEIRO, Darcy. “Os Índios e a Civilização”. Vozes. Petrópolis, 1977.

SANTOS, Sílvio Coelho dos. “Os Índios Xokleng; memória visual”. Ed. Da UFSC. Florianópolis; Ed. Da Univali Itajaí, 1997. 

SANTOS, Sílvio Coelho dos. “O Homem Índio Sobrevivente do Sul”. Ed. Garatuja Ltda, 1978.



IMAGENS


(AHSBS) Arquivo Histórico de São Bento do Sul.


PERIÓDICOS


A Notícia 16/07/98 “Índios Ameaçam Atacar Agricultores.”
A Notícia 16/07/98 “Índios Pressionam Agricultores.”
A Notícia 17/07/98 “Situação Entre Colonos e Índios Ainda Indefinida.”
Diário Catarinense 22/07/98 “Índios Libertam policiais Reféns”.
A Notícia 22/07/98 “Índios Fazem Novas Ameaças Contra Colonos”.
Jornal de Santa Catarina 22/07/98 “Índios Contra PMs Policiais. Militares São Liberados Após Horas de Tenção na Reserva Indígena”.
A Notícia 23/07/98 “Índios Vão Suspender a Extração de Madeira”.
A Notícia 29/07/98 “Juis Ameaça Pedir Intervenção no Estado. Índios Ocupam Casa de Colono”.
A Notícia 03/08/98 “Índios Invadem Mais 20 Casas”.
A Notícia 04/08/98 “Impasse em Bonsucesso Pode acabar Hoje”.
A Notícia 05/08/08 “Índios Aceitam Proposta, Mas Decidem permanecer em Área”.
Jornal de Santa Catarina 06/09/98 “Bandeira Branca em Cenário Devastador”.
Jornal de Santa Catarina 08/09/98 “Destino Inseguro Crise Entre Índios e Agricultores em Bonsucesso, em Itaiópolis, Deixa muitas Incertezas”.
Diário Catarinense 16/10/98 “Justiça Determina Ação de Reintegração de Posse”.
Diário Catarinense 21/11/98 “PM Deve Retirar Xokleng de Área de Ocupação Hoje”.
A Notícia 20/11/98 PM e Índios Voltam a Negociar
Diário Catarinense 19/04/99 “Luta por Conquista Não Para”.
Diário Catarinense 25/11/99 “Funai Estuda a Ampliação da Área dos Índios Xokleng.”
A Notícia 14/12/99 “Xoclengues Voltam a Invadir Reflorestamento”.
A Notícia 04/01/00 “Índios Xoclengues Acusados de Extrais Pinus”.
A Notícia 08/02/00 “Presidente da Funai Visita Reserva Duque de Caxias”.
A Notícia 09/02/00 “Municípios Contestam Ampliação de Reserva”.
A Notícia 17/02/00 “Colonos e Índios Chegam a Entendimento Xoclengues Vão Continuar a Extração nos Reflorestamentos”.
A Notícia 24/04/00 “Igreja Pede Perdão aos Índios”.
A Notícia 16/05/00 “Funai Mantém Ampliação de Área”.
Diário Catarinense 13/09/00 “Confronto entre Xokleng e Agricultores Prejudica Escola”.


Fonte: Livro "PIONEIROS" 2012 - Marcelo Hübel

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CONFRARIA DE BENTO degustação maio de 2013

CONFRARIA DE BENTO 
degustação maio de 2013


Confraria de Bento 05/2013


Canapés de Alcachofra Bruschetta - La Pastina e Atum. Picles, pickles ou pekel de pepino, azeitona. Queijo.











No mês de maio teremos a degustação de 4 vinhos tintos de Portugal, com diversidade nas suas
particularidades considerando: vinícola, safra, uva, e região de procedência. 

Os vinhos foram adquiridos pela www.wine.com.br




CONFRARIA DE BENTO  degustação maio de 2013
Rapariga da Quinta Colheita Tinto 2011

2011

Conteúdo 750ml
Uva Aragonés, trincadeira e tourica nacional 
Teor Alcoólico 14% 
Potencial de guarda 4 anos
 Amadurecimento 6 meses em carvalho americano 
Terroir País Portugal /Região Alentejo 
Vinícola Luis Duarte Vinhos 
Sommelier Wine Rubi intenso e brilhante Olfativo Frutas vermelhas maduras como amoras em compota, leves notas de especiarias e toque de baunilha Gustativo Mediano, com taninos macios, elegantes e de final agradável Harmonização Bife de filé acebolado, bife á role, espaguete á bolonhesa e queijos de média cura. Serviço em temperatura de 15C
 Vinícola  Luis Duarde Vinhos 
Ano de Fundação 2007 
Tamanho da Propriedade 83 hectares 
Produção 50 mil garrafas
 Enólogo responsável Luis Duarte

Fonte: www.wine.com.br






Luis Duarte Vinhos
Alentejo
Luís Duarte é um dos enólogos mais renomado de Portugal. Em 1997 foi destacado com o título de Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal. Em 2007 repetiu a façanha, conquistando novamente este título. Em 2010, foi nomeado para a categoria “Best Winemaker in the World” do Wine Awards 2010, um concurso realizado pela revista alemã Der Feinschmecker e ficou entre os seis finalistas.

Em seus quase 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, Luis Duarte vem assinando muitos dos vinhos alentejanos que mais prazer proporcionam e maior sucesso tem alcançado. E recentemente tem nos presenteado com vinhos de seu projeto pessoal, elaborados com suas vinhas, daquelas que circundam a sua casa.
 

De um enólogo, e agora produtor, com um tal percurso, espera-se um vinho consequente com a sua carreira. E isso, para quem segue e conhece o trabalho de Luís Duarte, é uma daquelas premissas que está garantida à partida.
 




Hoje vou falar de um dos mais prestigiados enólogos de Portugal, o Luis Duarte. Nascido em Moçambique, Luis Duarte conquistou respeito e reconhecimento mundial ao longo de mais de 25 anos de carreira através de seus vinhos alentejanos modernos, cheios de caráter e muito sedutores.
Mais que experiência, ele carrega títulos importantes no currículo: em 2010 foi eleito um dos 6 melhores enólogos do ano no “Wine Awards 2010”, realizado pela ProWein, a feira de vinhos mais séria e organizada do mundo em Düsseldorf. E mais: em 2005 foi considerado o melhor enólogo em atividade em Portugal no “International Wine Challenge” e “Concours Mondial Bruxelles”.

Alentejo: a região escolhida pelo enólogo
Luis Duarte escolheu a a famosa região portuguesa do Alentejo para a produção dos vinhos que assina. Com grande variedade de terras, o Alentejo é uma colcha de retalhos com diferentes tipos de solo, segundo especialistas em agronomia. É possível em questão de metros deparar-se com três ou quatro tipos de subsolos diferentes: marga, granito, xisto, argila. Esta variedade é perfeita para acomodar diferentes tipos de videiras, o que tem sido feito com sucesso na região.



Luis Duarte vinhos: a identidade do enólogo
Após anos de dedicação, assinando grandes rótulos para grandes marcas, Luis Duarte concretizou um sonho: criar seus próprios vinhos. Atualmente, a bodega possui 180 hectares de vinhas plantas e está localizada em Reguengos de Monsaraz, Alentejo. Possui capacidade para produzir 1 milhão de litros e conta com a mais alta tecnologia na elaboração de seus vinhos, como tanques de fermentação automatizados que têm como função maximizar a extração durante a maceração e minimizar uma possível oxidação, máquinas automáticas de produção de vinhos – Vinimatics, além de 200 barricas novas de carvalho de origem francesa e americana .




JP Private Selection 2007

Safra 2007 
Conteúdo 750ml
 Tinto Uva Castelão 100%
 Teor Alcoólico 14,5%
 Potencial de Guarda 4 anos 
Amadurecimento 12 meses em barricas de carvalho Terroir País Portugal Região Península de Setúbal Vinícola Quinta da Bacalhôa Sommelier Winw Visual Rubi. Olfativo Geleia de frutas vermelhas, frutos com corpo mediano. Harmonização Pernil à pururuca com farofa úmida, picadinho de carne com arroz e purê de batatas, joelho de porco assado, risoto de linguiça e queijos variados. 
Serviço Temperatura 15C 
Vinícola Quinta da Bacalhoa 
Ano de Fundação 1922
 Tamanho da Propriedade 1.000 hectares 
Produção 20.000.000
Fonte: www.wine.com.br



História 

A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal.
A actividade da empresa começou por ser a produção de vinhos com uvas da região de Palmela. No decorrer da década de 70, a Bacalhôa Vinhos de Portugal criou um novo dinamismo, através de uma aposta forte nas mais modernas técnicas de viticultura e enologia, criando novos paradigmas no panorama nacional da produção de vinhos de qualidade.
Em 1998, o Comendador José Berardo tornou-se o principal accionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo.


Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, tendo o Grupo Lafitte Rothschild adquirido uma participação na Bacalhôa Vinhos de Portugal.
O Grupo Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro.
O projecto implementado nas diversas quintas sob o tema «Arte, Vinho, Paixão» visa surpreender as expectativas mais exigentes. Das vinhas ao vinho, todo o processo vitivinícola é envolvido em vários cenários que incluem a tradição e modernidade, com exposições artísticas diversas, da pintura à escultura, nunca esquecendo as magníficas obras naturais.
Com uma capacidade total de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.000 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.

Quinta da Bacalhôa

Considerada a mais bela quinta da primeira metade do século XV ainda existente em Portugal, a Quinta da Bacalhôa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa. Localizados em Azeitão, a Quinta e o famoso Palácio da Bacalhôa constituem um monumento artístico da maior relevância para o País.

No século XIV pertenceu, como quinta de recreio, a João, Infante de Portugal, filho do rei D. João I. Herdou-a sua filha Dona Brites, casada com o segundo Duque de Viseu e mãe do Rei D. D. Manuel I. Ainda hoje existem os edifícios, os muros com torreões de cúpulas aos gomos e também o grande tanque, beneficiações mandadas construir por Dona Brites.

Esta quinta viria a ser vendida em 1528 a D. Brás de Albuquerque, filho primogénito de D. Afonso de Albuquerque. O novo proprietário, além de ter enriquecido as construções com belos azulejos, mandou construir uma harmoniosa “casa de prazer”, junto ao lago, e dois robustos pavilhões, junto aos muros laterais. Nos finais do século XVI, esta quinta fazia parte do morgadio pertencente a D. Jerónimo Teles Barreto — descendente de Afonso de Albuquerque. Este morgadio — em que estava incluída a Quinta da Bacalhôa — viria a ser herdado por sua irmã, Dona Maria Mendonça de Albuquerque, casada com D. Jerónimo Manuel, conhecido pela alcunha de “Bacalhau”.


É muito provável que o nome “Bacalhôa”, pelo qual veio a ficar conhecida a antiga Quinta de Vila Fresca, em Azeitão, tenha tido origem no facto de a mulher de D. Jerónimo Manuel também ser designada da mesma forma sarcástica. Esta quinta ficou consagrada entre os tesouros artísticos de Portugal.

Em 1936, o Palácio da Bacalhôa foi comprado e restaurado por Orlena Scoville, de nacionalidade norte-americana, cujo neto encetou a missão de tornar a quinta num dos maiores produtores de vinho em Portugal, na década de 70 do século XX.

Actualmente a Quinta da Bacalhôa pertence à Fundação Berardo, liderada pela família Berardo, cujo patriarca é o Comendador José Berardo.
 

Foi classificada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) como Monumento Nacional em 1996.
Fonte: http://www.bacalhoa.com


Porca de Murça 2011

Safra 2011
Conteúdo 750ml
Uva Touriga franca, Touriga nacional, Tinta roriz e Tointa barroca
Teor Alcoólico 13%
Potencial de Guarda 2 anos
Amadurecimento em tanques de aço inoxidável
Terroir país Portugal Região Douro
Vinícola Real Companhia Velha
Sommelier Wine. Visual: Rubi Olfativo Leve toque de especiarias e frutas vermelhas. Gustativo: Frutado, corpo leve e bom frescor. Harmonização: Maminha ou picanha na brasa, galeto recheado com farofa, quibe frito, lasanha a bolonhesa gratinada, talhada, pizza romana e hambúrguer.
Serviço de temperatura 15C

Fonte: www.wine.com.br




http://www.realcompanhiavelha.pt


Vila Vita Colheita Tinto 2010

Safra 2010
Conteúdo 750ml
Uva Alicante bouschet, Syrah, Touriga nacional e Aragonês
Teor Alcoólico 14%
Amadurecimento em barricas de carvalho francês
Terroir País de Portugal Região Alentejo
Vinícola Herdade dos Grous
Sommelier Winw. Visual: Rubi com reflexos granada. Olfativo: Frutas negras maduras, mentol e especiarias. Gustativo: Concentrado, estruturado, com bom equilíbrio e taninos maduros. Harmonização: Risoto de ossobuco, ravioli recheado com ragu de pato, cabrito assado, queijos maduros.
Serviço com temperatura de 15C
Vinícola Herdade dos Grou

Fonte: www.wine.com.br


terça-feira, 16 de abril de 2013

Consórcio Intermunicipal Quiriri IDENTIFICAÇÃO DO SENÁRIO


IDENTIFICAÇÃO DO SENÁRIO

            Com “Promoção” consolidada, os Grupos de trabalho devidamente identificados com a sociedade e as comunidades, iniciam a segunda etapa da Metodologia a “IDENTIFICAÇÃO”.
            Etapa não menos importante visava reunir em questionários chamados “Cadernos” informações sobre toda questão sócio-ambiental em todos os níveis e segmentos da sociedade. Momento importante dessa realidade da base da pirâmide para seu ápice, com atores e lideranças locais de forma conjunta em reuniões com os diversos segmentos das comunidades sempre respeitando suas identidades locais onde os fatos acontecem (Caderno da Nossa Escola; Caderno do Nosso Município; Caderno do Nosso Meio Rural; Caderno do Nosso Bairro) .
            A lógica era definir a real situação de cada segmento naquele momento da questão sócio-ambiental, priorizando ações. Foram preenchidos 200 Cadernos na área de atuação do Consórcio. A tabulação dos dados coube a primeira grande parceira a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), através de seus acadêmicos e professores. Decorrentes dessa identificação surgem às propostas prioritárias apresentadas: Programa de Tratamento Participativo de Resíduos Sólidos (PTRS); Programa de Unidades de Conservação; Programa de Educação Ambiental; Programa de Turismo Rural e Recursos Naturais.
            Quando atualmente está em foco a nova política de resíduos sólidos proposto a nível federal, o Consórcio em 1998 já demostrou preocupação e solução ao tema de resíduos, com destinação final e a reciclagem. O “Lançamento oficial da Coleta Seletiva do Programa de Tratamento Participativo de Resíduos Sólidos, em Rio Negrinho ocorreu através da Empresa Koledotti Ambiental, onde a coleta seletiva é realizado paralelamente com a coleta normal (orgânico e entulho), nos dias, locais e horários realizados anteriormente; São Bento do Sul através da Empresa Transresíduos (iniciando um Projeto Piloto no Bairro Serra Alta para posterior ampliação aos demais bairros)” (Informativo nº 4 Consórcio Quiriri 10/1998).

Informativo nº 4 Consórcio Quiriri



            As ações desenvolvidas nas mais diversas áreas de influência, irradiam projetos onde sempre se valorizou a gestão participativa com junção da sociedade, orgão públicos, organizações não governamentais, iniciativa privada e o terceiro setor. “O Consórcio Quiriri trouxe uma visão moderna para a solução dos problemas ambientais, onde não só o poder público, as autoridades que participam, mas sim, a coletividade, a comunidade em geral, pois todos somos parte deste empreendimento e o nosso envolvimento é de fundamental importância para desempenharmos um papel social dentro de nossos municípios. Temos em nossas mãos o que há de mais importante para a preservação ambiental, e é por isso que temos o dever de conscientizar-nos e nos adequarmos aos programas oferecidos par p melhoramento da qualidade de nossas vidas”. (Magno Bollmann – Informativo  Consórcio Quiriri – 12 /1998)


Fonte: "MAIS QUE UMA GOTA" Magno Bollmann
Colaboradores: Marcelo Hübel e Donald Malschitzky