sábado, 18 de julho de 2015

Araucaria angustifolia - Pinheiro - ÁRVORE DO FRIO -


REVISTA ACONTECE, pela jornalista Bianca Riet Villanova.


Feita a entrevista, Bianca R. Villanova, com sua excelente percepção jornalística, sintetizou o tema em tópicos transmitidos em uma sequência que gerou uma bela matéria sobre uma das mais importantes árvores, em especial para o sul do Brasil, e sobre tudo para São Bento do Sul/SC.





ENTREVISTA

Qual a importância dessa árvore para as aves do sul brasileiro?

A araucária é presente em uma pequena representação, quando olhada ao território mundial. Estando distribuída principalmente no sul do Brasil e pontualmente em parte de: São Paulo, Minas Gerais, Argentina e Paraguai. Esta restrição de distribuição também acompanha outros representantes da fauna, entre as aves podemos destacar com importância pelo menos três espécies assoaciaadas. O grinpeirinho (Leptasthenura setaria) é uma das aves endêmicas, que existe em função da araucária, saltitando por entre os espinhos forrageando as acículas em busca de seu alimento. Mas também temos a enigmática gralha azul (Cyanocoroax caeruleus), famosa por ser a dispersora de sementes a plantadora de pinhão, esta também acompanha a distribuição da araucária. O papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) é outra bela espécies vinculada a araucária, espécie que consta nas sucessivas listagens como ameaçada de extinção, causada pela baixa formação florestal e pelo tráfico de animais para satisfazer os aficionados por gaiola.

Culturalmente e Economicamente

Culturalmente a araucária representa o simbolismo de muitos municípios e até mesmo de diferentes povos que já viveram no sul do Brasil. A milhares de anos atrás o povo que antecedeu a própria formação indígena, distinguida por etnias, já se utilizava das sementes. Na sequência a formação dos povos indígenas os Xokleng e Kaingang em Santa Catarina entravam em conflito na região central do estado, pela pose do pinhão. Os tropeiros também utilizavam as sementes para fazer paçoca e utilizavam em suas viagens. Os imigrantes que inicialmente chegaram aqui em 1873 também se utilizaram as árvores para construir as casas com grossas madeiras fazendo paredes de tábuas expeças com cerca de 10cm de diâmetro. Com o desenvolvimento das serrarias surgiram as tábuas de menor diâmetro mas também utilizadas para a construção civil, e que se tornou uma características das casas do sul do Brasil. A indústria moveleira também teve um grande impulso na economia tendo a araucária como matéria prima.

Extinção e Corte

Este é um tema difícil de ser salientado, poucas pessoas entendem ou concordam com a proibição de corte, e justificam que é preferível cortar a araucária em início de crescimento do que permitir que esta cresça, pois não conseguirão corta-la. Nossa região ainda é rica em araucárias e não nos parece estar em extinção. Entretanto a extinção, além da redução de área, também está associada a erosão genética, provocada pelo distanciamento entre as árvores produtoras e a aglomeração de espécies homozigoticas, que revelam perda da qualidade, baixa variabilidade, uma ameaça a perda total da espécie.
O corte de araucária é autorizado pela FATMA em duas situações: árvores comprovadamente plantadas ou árvores que ameaçam algum patrimônio econômico. Entende-se que o raio de queda pode provocar perdas materiais destruindo garagem, casa, rede elétrica, e se utiliza do bom senso para permitir o corte. Mas é preciso contratar um profissional da área e dar entrada com o processo junto ao órgão ambiental. Muitos tentam fugir da punição de corte furando a base do tronco e injetando veneno, este também é um crime passível de condenação, da mesma forma não é permitido derrubar com trator ou até mesmo utilizar uma árvore caída pela ação do vento. Tudo depende de autorização. E esta autorização vai obrigar a pessoa a plantar 10 araucárias por árvore cortada. As mudas adquiridas em viveiros, certamente serão irmãs, ou primas e novamente caímos no problema da homozigose.


Sustentabilidade

O caminho da preservação, ou melhor, conservação da espécie, deve ser pontuada também por benefícios. O “Pagamento de Serviço Ambiental” é uma ferramenta para valoração e o reconhecimento do serviço ambiental. A criação de parques, unidades de conservação, também são fundamentais. Já na área urbana o cadastro de araucárias nas propriedades, podem proporcionar desconto do IPTU, como ocorre em Curitiba – PR. Mas não é preciso esperar ações governamentais para obter lucro com a araucária. A produção de pinhão quando considerado um ou dois anos, pode geral lucro e superar o valor da árvore se fosse destinada ao corte raso.


Curiosidade

O Museu Natural Entomológico Ornith Bollmann, apresenta mais de 5000 borboletas, várias espécies de mamíferos, aves, anfíbios e répteis taxidermizados (empalhadas), além de dispôs de muitas informações em painéis e expor diferentes artefatos, objetos e peças naturais. E na exposição também existe uma fatia de tronco de uma araucária de 275 anos, que germinou em 1735 no Parque Mariane, antes mesmo da imigração e povoamento da região. Nos anéis de crescimento que identificam o inverno e verão, foram fixadas pequenas bandeiras com eventos históricos, culturais, econômicos e ambientais, como forma de mostrar a vida da arvore e os grandes fatos 

Quanto tempo a árvore leva para crescer e ser considerada "adulta"?

Podemos definir como adulta no momento de sua reprodução que também sofre variações, florestas plantadas demostram uma produção com 10 anos, floresta naturais iniciam a produção entre 15 e 20 anos. O início da produção e a quantidade de pinhas está associada ao meio. Florestas de alta densidade de vegetação apresentam menos pinhas, acima de 40, devido a interferência das árvores na polinização. Árvores mais isolada tendem a produzir mais pinhas tendo em média até 400 pinhas ano.

Araucária é uma árvore de difícil germinação? Isto é, aumentar o número de espécimes é difícil?

Plantar árvores não é tarefa simples, no primeiro ano existe uma perda muito grande. A EMPRAPA Florestas, localizada em Colombo PR, está elaborando um pomar clonal de araucária, sendo um grande passo para guardar o material genético e avançar no melhoramento. Mas o mercado não dispõem de sementes melhoradas geneticamente, então nem tudo que se planta desenvolve o potencial esperado. Mudas de araucária devem ser plantadas muito jovens, no momento que começa a brotação lateral, horizontal, a muda dificilmente avançara o crescimento e uma das razões é a raiz pivotante axial que neste momento já pode estar enrolada no tubete ou saco da muda.


- Qual é a estimativa de quanto tempo uma araucária pode viver?
Araucárias vivem por séculos, geralmente de 200 a 300 anos, mas pode passar disto.
PINHÃO - SEMENTE

PINHA

ARAUCÁRIA
ARAUCÁRIAS  NO TOPO DO MORRO - Rio Vermelho Estação - São Bento do Sul - SC

sexta-feira, 17 de julho de 2015

TBM - Tunnel Boring Machine da USINA RIO VERMELHO DE ENERGIA LTDA - FRANK BOLLMANN

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ENERGIA RENOVÁVEL

São Bento do Sul

http://www.km26.com.br/


USO DE TÚNEL PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA - FONTE RENOVÁVEL

FUNCIONALIDADE DE UMA PCH E CGH

A produção de energia por Pequena Central Hidrelétrica (PCH) ou Central Geradora Hidrelétrica (CGH), depende do represamento da água do rio por barragem, condução da água por tubulação, passando pela chaminé de equilíbrio, seguindo por tubulação novamente com alto declive para maior velocidade da água até chegar na casa de máquina, local que estão as turbinas, que por rotação de suas pás, passa a gerar energia elétrica. Mas em São Bento do Sul, novos empreendimentos deslumbram pela tecnologia e inovação, em barragens, linha de transmissão e adução da água.

COMPLEXO HIDROELÉTRICO

A Usina Rio Vermelho de Energia Ltda (URVE) apresenta uma PCH e uma CGH gerando energia, mas com os novos empreendimentos, mais 3 PCH’s e 4 CGH’s, formarão um complexo hidroelétrico próximo de 30 MW. Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a média do consumo de energia mensal de cada residência é de 153 KWh, considerando a média de produção da URVE, será possível abastecer cerca de 98.000 residências ou o equivalente a 4 cidades no porte de São Bento do Sul, beneficiando 320.000 habitantes. Os empreendimentos estão localizados nas sub bacias do Rio dos Bugres, Rio Vermelho e Rio Natal. A região será beneficiada com a estabilização da rede de distribuição de energia, visto que sua produção será distribuída na sub estação da CELESC próximo da PROMOSUL.

PCH ESCOLA RIO NATAL

O Rio Vermelho será aproveitado em 100% de seu potencial para a produção de energia. A primeira PCH, denominada de Escola Rio Natal, na foz do Rio Vermelho, iniciou suas atividades de instalação em dezembro de 2014, mas a perfuração da rocha iniciou no dia 28 de fevereiro de 2015, com uso do Tunnel Boring Machine (TBM), que proporcionará um aproveitamento de queda da água em 53,34. A barragem terá aproximadamente 13,50m de altura e fazendo um reservatório de 2,7 ha.

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA

O TBM foi comprado da empresa alemã Herrenknecht. É a primeira venda deste equipamento para o Brasil, com a finalidade de construir PCH’s. O TBM utilizado faz o túnel com 2,85m de diâmetro, apresenta uma cabeça perfurante giratória e com discos inseridos que giram em seu próprio eixo sentido horário. Um sistema hidráulico é utilizado para prender o equipamento na parede e provocar o avanço da cabeça perfurante, que pode fazer curvas para direita e esquerda pelo aumento ou compressão do sistema lateral. Um sistema também permite subir e descer. Com as rochas trituradas, em no máximo “pedra mão”, a queda nas laterais da cabeça, faz as pedras entrarem nas canaletas em raio, atrás da cabeça, caindo sobre uma correia transportadora, até os carrinhos específicos para transporte, com duas cabines de comando e uma caçamba basculante, que retiram o material escavado para fora do túnel, tendo cada carga 8m³.
Somados todos os custos, inclusive de importação o TBM representa um investimento de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), acompanhado de seus transportadores, cada qual no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão). Na totalidade o complexo terá cerca de 6,505km de túneis perfurados, para condução da água da barragem até a casa de máquinas. Com o ritmo de trabalho definido o TBM, avançando cerca de 15m por dia.

Gustavo Bollmann, funcionário da empresa alemã Herrenknecht e Frank Bollmann, conferindo o TBM na Alemanhas, antes da exportação para o Brasil (maio 2014).

TBM escavando em granito na PCH Escola Rio Natal


PRIMEIRA ETAPA VENCIDA

O primeiro túnel construído é um marco na história da cidade. O dia 11 de julho foi acompanhado de seleto público que acompanhou a saída do TBM, este maquinário percorreu por entre os vales da serra do mar 771m em puro granito, até sair no local determinado, na futura área alagada por barragem. Os colaboradores envolvidos na funcionalidade do equipamento foram recebidos sob aplausos, e grande festividade.
Marcelo Hübel - Bandeira de Santa Catarina e o TBM da URVE
O empreendedor Frank Bollmann, agradeceu a presença de todos amigos, colaboradores e a imprensa. Fez referência ao sucesso da obra, sem ocorrer nenhum acidente de trabalho com afastamento de um dia sequer. Enalteceu a atividade e o uso do TBM como equipamento inovador e de bons resultados. Frisou a importância do uso de perfuração da rocha por entre montanhas, para condução de água, poupando assim o corte de vegetação que precisaria ser feito na superfície, no caso de utilizar tubulações de aço. E finalizou congratulando o governo do estado, pelo seu representante presente, Deputado Silvio Drevek, pela recentemente criação do programa SC + Energia, para alavancar os processos morosos que caminham pelos departamentos do Estado. Atitude merecedora de reconhecimento, pelo benefício da necessidade de geração de energia, e também pela movimentação e estimulação da economia.

CURIOSIDADES

Benefícios na utilização do Tunnel Boring Machine - TBM:
– Material proveniente da escavação não necessita de rebritagem
– Não há geração de poeira devido a existência de filtros no TBM
– Escavações realizadas a frio dispensam a utilização de explosivos
– Não há geração de gases tóxicos / Minimização da poluição sonora
– Ganho energético devido ao acabamento da superfície escavada
– Velocidade de perfuração 3 vezes superior ao processo tradicional por explosivo.




COMEMORAÇÃO 

FRANK BOLLMANN  no TBM que percorreu 771m  em rocha para condução de água da PCH Escola Rio Natal 
TBM e os registros de saída da Herrenknecht.

EQUIPE DO TBM - 3 TURNOS - URVE  - Responsável pelo sucesso desta etapa vitoriosa


COLABORADORES DA USINA RIO VERMELHO DE ENERGIA E O TBM 


domingo, 12 de julho de 2015

Casa Fischer


 Complementando a postagem anterior, muito rica em detalhes referente a história e valorização da "casa de madeira". Deixo esta outra imagem como curiosidade, da Rua Alberto Torres em São Bento do Sul - SC. Esta em especial apresenta uma parte em alvenaria, mas faltando apenas os adornos na varanda, perdidos com o passar dos anos.





sábado, 11 de julho de 2015

CASAS DE MADEIRA - E O HISTÓRICO DE DUAS FAMÍLIAS: MACHOWSCKI e LUDWINSKI


CASAS DE MADEIRA - MACHOWSCKI e LUDWINSKI


O sul do Brasil apresenta a tradição de casas de madeira, na maioria feitas de Araucária, o conhecido “Pinheiro do Paraná”, de nome científico Araucaria angustifólia, espécies ameaçada de extinção, devido a exploração e redução das florestas em 3% no RS, 14% SC e 0,3%PR. Mas a maior preocupação ainda fica por conta da erosão genética e a perda da variabilidade e possível extinção. Mas o passado nos mostra a abundância da araucária distribuída pelos planaltos e áreas de altitude, acima de 500m do nível do mar.
Em São Bento do Sul, estas árvores supriram a demanda de consumo por madeira para construção de casas e fabricação de móveis. Ainda hoje é possível observar várias casas em diferentes arquiteturas. Mas é fato que estas casas são cada vez menos construídas, pela falta de disponibilidade da madeira, ou ainda pelo custo mais acessível quando optado pela construção civil de tijolos.
Mas na localidade temos um exemplo de uma casa que perdura por cerca de 100 anos. Sua estrutura apresenta uma varanda trabalhada, característica das casas de época, que apresentavam artefatos decorativos na cerca da varanda, no caibro da varanda, ou ainda na renda da caixa de vento do telhado. São estrutura únicas e de bela ornamentação.
A casa em particular pertencia a família do patriarca Machowscki, e seus filhos Pedro e José Machowscki, passando então para João Machowski que vendeu para João Jancoski e atualmente pertencente a Antonio Ludwinsky.

Quando a casa foi construída ainda não existia acesso de rua para a propriedade, como hoje ocorre pela rua Pedro Machowscki. As tábuas da casa foram trazidas de uma serraria da região de Mafra, nos vagões da Maria Fumaça, sendo descarregado próximo do terreno, localizado em Rio Natal, na parte alta do morro, foram construídas estruturas de transporte como “schlitz”, duas peças de madeira fixadas em paralelo para colocar a carga e deslizar pelo morro abaixo. Os caibros de sustentação foram feitos com madeira 20cm x 20cm e como as demais vigas e caibros, foram cortados com o serra/serrote, que exigia duas pessoas para cortar, uma puxando/empurrando de cada lado. As janelas e aberturas, recebiam cada qual, um par de madeira quadrada de ipê para sustentação. O forro e assoalho também eram de tabuas largas em 30cm ou mais, e cerca de 2,5cm de espessura.
A casa tradicional e que marcou época, continua preservada ao cuidado zeloso de Antonio, filho de Adão e Gertrudes Ludwinsky, família tradicional do Rio Natal (São Bento do Sul SC). Antonio aos 69 anos, aposentado, desfruta deste pequeno paraíso por entre o vale da serra de encosta do mar, cultivando nesta chácara, ou sítio, criando algumas cabeças de gado, e ainda os gansos, galinha de angola, entre gatos e cachorros que ao rodear a casa trazem a valor singular a arquitetura que forma uma paisagem em conjunto com as árvores frutíferas, palmitos e tantas outras árvores de imponente beleza.

FAMÍLIAS MACHOWSCKI  EM RIO NATAL -SÃO BENTO DO SUL - SC - Na atual Estrada Pedro Machowscki



IMIGRANTE MACHOWSKY
Segundo Paulo Henrique Jürgensen, São Bento do Sul teve apenas um imigrante Machowsky: Andreas Machowsky 39 anos, lavrador de Swierchowa, Galícia, com mulher Catharina (30), filhos Josef(9), Franz (4 ½), Johann (5 semanas), católicos, 3ª classe, receberam subvenção, vindo pelo navio Valparaiso saída 18/09/1883 e chegada em 17/10/1883 com 119 passageiros.

IMIGRANTE LUDWINSKI
Também apenas um imigrante representando os Ludwinski: sendo Ludwig Ludwinski; 25 anos, lavrador de Wenzin, Galícia, solteiro, católico, 3ª classe, recebeu subvenção; p/ São Bento, pelo Navio Corrientes saindo na data de 19/04/1883 e chegando em 20/05/1883 com 127 passageiros.  Ele casou com Barbara Dumborowska. Moradores na Estrada dos Bugres.


domingo, 5 de julho de 2015

KOBUS e HÜTTL em RIO NATAL



Família KOBUS e HÜTTL em RIO NATAL - SÃO BENTO DO SUL SC – e seus ascendentes os imigrantes da Prússia; Boêmia (em Tcheco České království em Alemão Königreich Böhmendo Império Austro Húngaro 

Percorrer as estradas tortuosas da Localidade de Rio Natal em São Bento do Sul, é ter o prazer de desfrutar de ampla cobertura florestal característica da encosta de mata atlântica, da Floresta Ombrófila Densa. Mas a formação florestal de dossel, clímax, e suas raras árvores de grande porte em DAP, são uma raridade, evidência que não esconde o passado. A região foi explorada comercialmente pelas serrarias e pelos moradores que colonizaram a região. O Rio Natal também apresenta lotes da colonização onde suas faixas estreitas de frente para a rua são perpendiculares a vasta extenção cobrindo morros, grotas e abrangendo rios. No passado esta área, hoje APA Rio Vermelho Humboldt, era coberta pela intensa produção agrícola diversificada.
Este passado não muito distante demostrava uma localidade coberta pela agricultura familiar, hectares e mais hectares de plantio de batata, milho, trigo e arroz. Este é um tema lembrado por Adolar Kobus 61 anos.
Igreja de Rio Natal - São Bento do Sul  - SC
Seu avô foi João Kobus, moravam na localidade de Rio Vermelho, mas as terras promissoras do Rio Natal fez a família, com filhos pequenos, mudar de local e fizeram a mudança para próximo da atual Igreja de Rio Natal. João Kobus teve 8 filhos sendo 3 homens e 5 mulheres. Embora tenha muitos filhos, conforme informa Adolar Kobus, o João Kobus morreu muito novo. A família Kobus também mantinha um comércio de secos e molhados na estrada principal de Rio Natal, na entrada para a estrada de acesso ao terminal ferroviário. Local que hoje se encontra a “Lanchonete Sininho” a cerca de 11Km do portal de Rio Natal.
Um dos filhos de João, Paulo Kobus, adquiriu um terreno de 369.600,00m² aos fundos da atual Igreja de Rio Natal, com terras que iniciavam na estrada principal, então denominada de Humboldt e terminava aos fundos com o rio Vermelho, confrontando de um lado com Adão Ludwisky anterior herdeiros de Verônica  Ludwisky e de outro lado confrontando com José Janckowsky anterior Anastacio Janckowsky.  Fazia parte desta faixa de terreno o local que hoje está a Igreja de Rio Natal e o cemitério, mas esta área foi doada antes do Paulo adquirir o terreno.
Em 1960 foi construída a casa de Paulo Kobus e Regina Kobus (filha de Antonio e Julia Hüttl), com 24.000 tijolos, vindos da olaria Engel de Rio Vermelho Estação (O local desta olaria antes foi Serraria Engel, depois, Fábrica de Móveis Polska e atualmente Móveis Seiva). A madeira do telhado foi comprada em Rio Negrinho na localidade de São Pedro, da serraria dos Hübner. As paredes foram revestidas com areia chapiscada. No total a casa custou na época 800.000,00 cruzeiros. A casa foi construída pelos irmãos Kruger de São Bento do Sul, que também foram responsáveis pelo desenho/arquitetura. O porão, inicialmente era destinado a produção de queijo, também usam para pendurar cachos de banana. Tanto o tijolo como a madeira foram transportados por trem, pela “Maria Fumaça”, descarregando o material na estação de Rio Natal, e o transporte seguia por carroça. Nas mesmas cargas também vinham o material de construção da Igreja de Rio Natal, que portanto também iniciou sua construção em 1960.
O uso da ferrovia era constante, sendo também utilizada para transportar a produção do Paulo Kobus que retirava 1 ½ vagão de batatinha, transportada então pela “Maria Fumaça”. Na época os plantios eram feitos com ajuda comunitária, no formato conhecido como “pixirum”, ou seja, os moradores se reunião em mutirões em famílias e ajudavam no cultivo, plantando e limpando as áreas. Para cada safra eram feitos 3 “pixiruns”. Mas a colheita era feita pela família, proprietária da terra. Paulo teve três filhos sendo: Adolar; Donaldo e Ivone.
Em Rio Natal ainda é possível observar a casa que pertencia a família Kobus.

Casa de 1960 de Paulo Kobus em Rio Natal - São Bento do Sul - SC

 
Casa de 1960 de Paulo Kobus em Rio Natal - São Bento do Sul - SC

IMIGRANTES KOBUS E HÜTTL

Temos apenas um registro de imigrante Kobus para São Bento do Sul

Encontramos um único Kobus, imigrante. Conforme descrito por Paulo Henrique Jürgensen: João (Johann) Kobus casado com Juliana Lerke imigrou aso 40 anos, lavrador, de Karszyn, Prússia Ocidental, com mulher Julie (44) filhos Anna (22), Leo (12), Johann (9), Josef (7), Vincent (5), Catharina (2), católicos, pelo Navio Valparaiso com saída em 20/04/1881 e chegada em 22/05/1881 com 162 passageiros. Ele faleceu em 23/07/1887 aos 48 anos de “necrosa” no seu domicílio na estrada Humboldt, ele tinha sido batizado em Bechelbrom. Neste registro informa que atua esposa era Juliana Narloch.

O Navio Valparaiso realmente aportou em São Francisco em 22 de maio de 1881, trazendo 162 imigrantes pelo registro do navio. Mas nas notícias locais de “Kolonie Zeitung, 28/05/1881 informa: “O vapor alemão Valparaiso, vindo do Rio aportou na quinta-feira, dia 19, em São Francisco. Ele trouxe para nossa colônia 150 imigrantes. Após o desembarque de carga e bagagens, o vapor seguiu ainda na mesma manhã para seu destino, Santos. Alguns colonos chegaram a Joinville na noite do dia 19, a bordo do Babitonga, outros em botes no dia seguinte. Um forte vento sul reteve os veleiros em São Francisco.”

Também temos apenas um registro de imigrante Hüttl para São Bento do Sul

Imigrante José Hüttl (filho de Jorge Hüttl e Margarida) casado com Catharina Mareck. Na lista de Navio encontramos Hütl, Josef: 24 anos, lavrador, Heudorf, Boêmia, com mulher Katharina (24), filhos Michael (1/2), católicos, 3ª classe, pelo Navio Montevideo com saída em 18/07/1879  e chegada em 18/08/1879 com 120 passageiros.

Consta como notícias locais de Kolonie Zeitung 23/08/1879: O vapor Montevideu, capitão Kier, pertencente à linha de vapores Hamburgo-América do Sul, chegou, via Bahia e Rio, na segunda-feira, dia 19 do corrente, ao porto de São Francisco, trazendo para nossa colônia 120 imigrantes. Essa já é a quarta expedição que a Sociedade Colonizadora de Hamburgo enviou neste ano diretamente para cá; segundo soubemos, devem ser expedidos ainda dois vapores com imigrantes para Joinville. Desse modo, a população de nossa colônia cresce a olhos vistos; pelo visto, na Alemanha não se dá mais crédito aos ridículos boatos até então em vaga sobre a escravatura e as condições miseráveis dos nossos colonos em Dona Francisca.




domingo, 14 de junho de 2015

USINA DESMENTE ATAQUE DE ONÇA A CACHORRO vistos em vídeo no WhatsApp e Facebook


USINA DESMENTE ATAQUE DE ONÇA A CACHORRO

SUÇUARANAS, PORÉM, TÊM SIDO REGISTRADAS COM FREQUÊNCIA NA REGIÃO DE RIO NATAL E RIO VERMELHO

Autor: Jornalista Elvis Lozeiko – Jornal A Gazeta de São Bento do Sul – sexta-feira, 12 de junho de 2015

Um vídeo que circula pelo aplicativo WhatsApp e até no Facebook mostra um grande felino atacando – e matando – um cão, no pátio de uma residência. A popularidade das imagens, gravadas por câmeras de segurança, fez com que surgisse uma lista de cidades onde o caso teria ocorrido, como Manaus (AM), Campo Grande (MS). Bom jardim (RJ) e...São Bento do Sul.
Locais como Rio Natal e Rio Vermelho, pertencentes à Usina Rio Vermelho de Energia, são citados como alguma frequência em rodas de conversa sobre o assunto. O biólogo Marcelo Hübel, responsável pelo monitoramento da fauna e da flora da empresa, explica que a ocorrência não foi registrada na área que abriga a usina, que soma 7,4 milhões de metros quadrados justamente no vale de Rio Natal e Rio Vermelho.
Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda


A empresa tem várias câmeras, denominadas armadilhas fotográficas, na referida região. Ao todo, já foram capturadas imagens de 23 espécies diferentes, inclusive onça-parda, leão baio ou puma. No vídeo que circula pelo Whats App, o felino (o segundo maior das Américas, perdendo apenas para a onça-pintada) é apontado como o bicho que atacou o cachorro.
Apesar de não existir qualquer ocorrência de ataque da onça na região, a espécies já foi flagrada diversas vezes pelas armadilhas fotográficas no interior são-bentense. Em maio de 2014, segundo Marcelo, os equipamentos flagraram filhotes de grande porte, acompanhados pela mãe. Em 2015, novas imagens dos bichos – já adultos – foram capturadas.
As estatísticas das câmeras que funciona, com sensores de presença, revelam que normalmente exemplares de suçuarana passavam pela região da usina a casa três meses. “Atualmente, a frequência dos registros aumentou, chegando a ser semana”, explica o biólogo. Quando exemplares têm passado andando área. “Eles se separam e agora andam de forma solitária, pois cada qual precisa conquistar o seu território”, esclarece o biólogo. “Esta é uma fase mais delicada, pois os filhotes podem atacar animais domésticos pela dificuldade de caçar sozinho ou ainda por tentar se enquadrar em um novo território”. Ainda em relação ao vídeo do ataque, não se sabe exatamente onde foi o flagrante. Nem sequer se foi em território brasileiro, pois a suçuarana existe nas Américas do Sul, Central e do Norte.



TOPO DA PIRÂMIDE ALIMENTAR

O biólogo explica que a suçuarana está no topo da chamada pirâmide dos consumidores. “Sua presença indica a existência de outras espécies que são base de sua alimentação, como répteis, anfíbios, aves e mamíferos de pequeno, médio e grande portes”, comenta. “Este é um exemplo da importância do monitoramento da fauna, sendo possível identificar a espécie analisar o comportamento, a distribuição, a frequência, a reprodução e o deslocamento, entre outros fatores. Estes dados sempre somam conhecimento das espécies, que oportuniza métodos de conservação”, completa.
Marcelo ressalta que a presença da suçuarana ocorre principalmente na mata atlântica. “A espécie se encontra ameaçada, classificada como vulnerável. Dados no Ministério de Meio Ambiente, pela Avaliação do Estado de Conservação dos Carnívoros, afirma que na Mata Atlântica existem menos de mil pumas”, acrescenta o biólogo. O bicho pode medir até 2,3 metros, do focinho à ponta da cauda, e pesar até 118 quilos. A suçuarana está apta a reproduzir aos dois anos e meio de idade, com gestação que dura cerca de três meses.

40 MIL IMAGENS


As armadilhas fotográficas da usina já registraram mais de 40 mil imagens. “Porém muitas revelam ratos e folhas de grande porte movimentadas”, pondera Marcelo. Entre as espécies já flagradas pelos equipamentos estão: gambá-cinza-de-quatro-olhos, cuíca, gambá-de-orelha-preta, gambá-de-orelha-branca, quati, mão-pelada, jaguatirica, gato-do-mato-mourisco, gato-do-mato-pequeno, gato-do-mato-maracajá, irara, veados, capivaras, cutia, ratão-do-banhado, macaco-prego, serelepe, furão, tatu, entre outros.

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda

Marcelo Hübel - Monitoramento de  Mastofauna Terrestre de Médio e Grande Porte na Usina Rio Vermelho de Energia Ltda